Pesquisa revela aumento no uso de cinto de segurança

Equipamento interativo desenvolvido pela Artesp reproduz o efeito de uma batida de carro .

O número de motoristas e passageiros que fazem o uso do cinto de segurança aumentou nas principais rodovias da região de Rio Preto. A pesquisa é da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que atribuiu o índice após intensas campanhas e ações educativas do órgão e das concessionárias em cinco anos.

No final de 2014, o levantamento da Agência apurou que mais da metade dos ocupantes do banco traseiro não utilizavam cinto de segurança. Na época, a adesão era de apenas 41% das pessoas. Já em relação ao uso do equipamento entre motoristas e passageiros do banco dianteiro era de 91% e 88%, respectivamente.

Em agosto deste ano, a pesquisa foi refeita e registrou um aumento significativo no uso do equipamento, com 96% dos motoristas, 94% dos passageiros do banco dianteiro e 78% dos ocupantes do banco traseiro estavam usando corretamente o cinto no momento da abordagem dos pesquisadores.

De acordo com Viviane Riveli, coordenadora de Segurança Viária da Artesp, o aumento foi observado em toda a malha rodoviária do Estado de São Paulo. “Nós avaliamos os resultados da primeira pesquisa e vimos a necessidade de aumentar as ações nas estradas, principalmente para passageiros do banco traseiro, que não têm o costume de usar o cinto”, conta.

Entre as ações de conscientização, a Artesp desenvolveu, em 2015, um ‘simulador de impacto’. O equipamento interativo reproduz o efeito de uma batida de carro e reforça a percepção sobre a importância do cinto.

O simulador de impacto percorreu 109 municípios paulistas, entre eles Rio Preto, e foi atestado por 45 mil pessoas, que passaram pela experiência e receberam informações sobre os riscos de trafegar sem o cinto de segurança.

“As pessoas têm uma falsa sensação de segurança de que o banco da frente protege o passageiro em caso de impacto. Também têm a percepção de que no banco traseiro não serão multadas pela dificuldade de fiscalização. Com isso, se arriscam muito, principalmente nas rodovias, onde a velocidade autorizada pode chegar a 120 km/h”, avalia Viviane.

Por Vinicius LOPES

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