Permissionários comemoram reforma no Mercadão

“A gente sofre por uns seis meses, mas depois o Mercadão vai ficar muito bonito”, disse Rogério Fernandes (Foto: Ygor Andrade)

No mês passado o Mercado Municipal de Rio Preto comemorou 75 anos de fundação e de presente foi anunciada sua primeira reforma geral. A novidade foi revelada pelo prefeito Edinho Araújo (MDB) durante uma festa realizada dentro do Mercadão.

“Com uma história riquíssima, o Mercadão é um dos nossos espaços mais democráticos e, por estar no coração da cidade, é fundamental para mantermos a região central viva e forte”, disse na ocasião o chefe do Executivo.

Lá dentro, o DHoje conversou com alguns permissionários que se dividem a respeito das reformas e de outras adequações. Entre os assuntos mais tratados, o barulho, a poeira e uma possível diminuição na clientela foram destaques.

José Alberto da silva Alvino, presidente da Associação dos Permissionários do Mercadão, disse que as questões de logística, barulho e poeira são de fato os principais problemas que os permissionários enfrentarão, mas que a reforma do local é de extrema necessidade.

“Alguns mexem com alimentos, precisam de um cuidado maior com a mercadoria, outros não podem parar de trabalhar porque sobrevivem 100% daqui e isso vai sim gerir alguns problemas, mas é como eu disse, se você olhar aqui dentro, parece que paramos no tempo, então acredito que vamos ser mais beneficiados com a reforma”, disse.

Alvino chegou a comentar um fato curioso. Ele lembra que um cliente antigo do Mercadão voltou cinquenta anos depois e relembrou que “eu era criança e comia doce nessa mesma banquinha”, justificando o fato de que uma reforma é necessária. “Precisamos de modernização. A parte externa é legal manter com a mesma aparência, mas aqui dentro as bancas precisam de melhorias”, frisou.

Rogério Fernandes é funcionário de um banca de hortifruti que já está no local há 40 anos. Ele é um dos que comemoraram o anúncio da reforma e até aceita “sofrer por um tempinho”.

“A reforma era muito aguardada por todos nós. Essas mudanças são benéficas, vamos sofrer um pouco, nos apertar aqui e ali por uns seis meses, mas depois a gente vai ver um Mercadão ainda mais bonito”, frisou.

Ainda segundo ele, um dos principais medos dos permissionários é que a reforma acabe afastando um pouco os clientes. “Todo lugar que passa por reformas assusta um pouco as pessoas. A sujeira, o barulho, mas no final tudo vai ficar mais bonito e a gente vai aproveitar tudo isso”, acrescentou Rogério.

Lucas Gonçalves, de uma banca especializada em bebidas também comemora a reforma a ser feita no Mercadão, mas também teme o afastamento da clientela. “Mais por essa questão do barulho. Isso complica um pouco, e como aqui a gente trabalha com bebidas, vidro, fica difícil tirar da prateleira, mexer, mas a reforma é algo que todo mundo estava aguardando e acho que vai trazer melhorias para nós”, completou.

A REFORMA

O Mercado Municipal passará por uma reforma no valor de R$ 5 milhões e não trará nenhum custo extra aos permissionários. Segundo o prefeito, as obras devem ter início assim que a burocracia for superada.

A reforma vai contemplar: banheiros, telhados, climatização, elétrica, padronização dos espaços, gás, piso, esgoto, estacionamento, área externa com mezanino e recuperação da fachada. A previsão é que a obra seja executada em 12 meses a partir do seu início.

O Mercadão tem 1.688m2 e cerca de cem instalações comerciais, entre boxes e bancas. Ele conta com 34 permissionários responsáveis pela criação de 139 empregos diretos. O espaço recebe um público mensal de 20 mil pessoas.

Por Ygor Andrade

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