Parceria entre HCM e AMICC vai auxiliar no custeio de tratamento de crianças com câncer

Presidente da AMICC, Elias Kassis, assina contrato de parceria com HCM

Acordo firmado entre a Associação dos Amigos da Criança com Câncer ou Cardiopatia (AMICC) e a Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto (Funfarme), mantenedora do Hospital da Criança e Maternidade (HCM), visa beneficiar as crianças que estejam em tratamento oncológico pelo hospital. Na manhã de sexta-feira (11), o diretor executivo da Funfarme, Jorge Fares, e o presidente da AMICC, Elias Kassis, firmaram o convênio que prevê ainda a criação de uma Quimioteca no HCM.

Nesse espaço as crianças em tratamento poderão participar de atividades lúdicas com voluntários da AMICC, sendo que o transporte das mães e crianças, entre hospital e associação, também será acompanhado pelos voluntários. Atualmente o HCM oferece tratamento oncológico a 142 crianças de Rio Preto e outras cidades da região. Segundo o diretor executivo da Funfarme, Jorge Fares, com esse acordo a expectativa é de que esses números dobrem nos próximos dois anos. “Nessa parceria que já existe, nós queremos melhorar e ampliar. Queremos tornar Rio Preto um centro regional de câncer em adulto e criança”, disse

Com esse acordo, a AMICC irá atuar para levantar fundos para auxiliar no custeio do tratamento das crianças da Oncologia Pediátrica do HCM por meio de campanhas, verbas parlamentares e em ações junto com a iniciativa privada e Organizações Não-Governamentais (ONGs). O montante será repassado ao HCM e complementará a verba pública que o hospital recebe para oferecer tratamento às crianças.

A AMICC foi fundada em 1996 e desde então já acolheu mais de 900 crianças com idades de 0 a 18 anos. Atualmente mais de 30 crianças recebem atendimento da associação, que é uma casa de apoio que serve como um lar de passagem para paciente e responsável, que vem de diversos lugares do país em busca de tratamento na cidade e por vezes não tem onde ficar. Por ser uma associação filantrópica, funciona com o trabalho de voluntários e com a ajuda da comunidade. “Essa parceria vem buscando recursos não para a AMICC, mas exclusivamente para melhorar as condições de tratamento, porque o custo de uma criança com câncer para o hospital é gigantesco. É desumano não tratar dessa criança, que isso acaba transferindo para nós a culpa da enfermidade dela”, ponderou Elias Kassis, presidente AMICC.

 

Um lar chamado AMICC

A sergipana Valda Rodrigues de Santos acompanha o filho Samuel Santos, de 15 anos, que trata de leucemia no HCM. O adolescente foi diagnosticado com a doença quando tinha quatro anos e há 11 anos segue no tratamento. Samuel recebeu o transplante de medula óssea em março, na qual o próprio pai foi o doador compatível. Há cinco meses, mãe e filho deixaram o Sergipe e estão acolhidos na associação, onde recebem alimentação e tem toda a estrutura de um lar. “Aqui é o conforto de casa, até melhor que minha casa. Só tenho a agradecer a todos que me acolheram e quando eu for vou sentir saudade”, disse a mãe do adolescente. A previsão é de que após o transplante o menor fique por mais cinco meses em Rio Preto. “Ele já está agoniado, quer voltar e chora de saudade dos dois irmãos mais velhos”.

Pela terceira vez na cidades, há três semanas Franciele Oliveira dos Santos Freitas veio de Brasília com a filha Ana Flávia Oliveira Freitas, de 16 anos, que trata no hospital rio-pretense de um Linfoma não Hodgkin de zona cinzenta, tipo raro nessa faixa etária. A doença foi descoberta há dois anos, sendo que o linfoma está na região do tórax e afeta o sistema imunológico da adolescente. “Foram várias medicações e quimioterapia, ela já fez dois transplantes de medula óssea e possivelmente vai para um terceiro transplante”, disse a mãe. Com certeza para Franciele, o melhor presente de dia das mães seria a cura da filha. “Estamos na luta contra essa doença”, concluiu.

Por Priscila CARVALHO

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