Para você existe brincadeira de menina ou menino?

Ayla Farias é mãe do Yuri de 9 anos e afirma, na casa nunca houve distinção de brinquedos ou qualquer outra coisa. (Foto Arquivo Pessoal)

Você acha que os brinquedos do seu filho podem influenciar na orientação sexual dele? Se sim, te convido a mudar seu conceito em uma conversa esclarecedora com o psicólogo e professor universitários Marcus Vinicius Gabriel.

Marcus Vinicius explica que psicologicamente, abrir o campo de atividades lúdicas, recreativas e esportivas a toda criança, independente de seu sexo biológico (homem ou mulher) e gênero (masculino e feminino), é saudável, ou seja, dar a liberdade para a criança viver o que tem vontade e curiosidade é muito bom para o seu desenvolvimento.
Dentro de atividades comuns realizadas por crianças saiba que é impossível categorizar alguma como de homem ou de mulher. Toda brincadeira traz referenciais importantes para o desenvolvimento infantil, afinal eles são indivíduos descobrindo o lado externo do mundo, antes do gênero, há uma pessoa em formação.

Ayla Farias é mãe do Yuri de 9 anos e afirma, na casa nunca houve distinção de brinquedos ou qualquer outra coisa. Ayla conta que desde Yuri era bebê sempre evitou distinguir brinquedos como só de meninos, por isso comprava o que gostava e o que considerava interessante para o desenvolvimento do filho. “Ele sempre brincou com brinquedos de forma geral teve bichos de pelúcia, bonequinha de pano, conjunto de chá, um mordedor que era uma borboletinha Rosa. Nunca nos distinguir cores também, ele usa roupas de todas as cores” conta Farias.

A identidade sexual da criança vai ser formada naturalmente, pois o gênero é uma construção social do ser. O processo de afirmação do gênero cresce livre de influências dessa natureza, pois a criança está em relação com o mundo, em descobertas, em experiências, vivências. Com o tempo, a vivência vai se constituindo como ponto principal da formação da identidade sexual.

Os pontos positivos são vários em não privar a criança de atividade alguma. O psicólogo e professor universitário Marcus Vinicius explica que um menino que hoje tem a liberdade de brincar de boneca, no futuro tem maiores chances de ser um bom pai e menos possibilidades de abandonar a companheira em uma suposta gestação. “Isso acontece porque, o campo de atuação vivencial, é expandido por meio de atividades consideradas anteriormente como inadequadas”, completou o profissional. Colaborou: Thais LOBATO

 

Da REPORTAGEM

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