Pandemia afeta preparação de jovens para o vestibular

Com as aulas presenciais suspensas desde o inicio da pandemia, estudantes de todo o país têm enfrentado desafios na preparação para os vestibulares de 2020. Seja pelo contato reduzido com os professores ou pela indefinição nas datas de aplicação de provas, os alunos vêm adaptando suas respectivas rotinas para conseguir minimizar os prejuízos.

“Esse ano é de pura adaptação para os estudantes. Estamos disponibilizamos videoaulas para manter as atividades durante esse período. Continuamos também oferecendo um acompanhamento individualizado com análise de rendimento, aplicação de simulados e monitorias. Estamos sempre cobrando os alunos sobre a montagem de uma rotina de estudos, para que possam continuar tendo o mesmo rendimento estudando em casa”, explicou a coordenadora pedagógica do Colégio Kelvin, Priscilla Vanforlim Zago.

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De acordo com ela, a realização de simulados é uma das melhores formas de se preparar para os vestibulares. “Ao fazer esse treino, o aluno já chega no dia da prova sabendo qual estratégia utilizar, se vai começar pelas questões mais fáceis ou pelas difíceis, se vai fazer a redação primeiro, entre outras”, afirmou Priscilla.

A estudante Ana Elisa Santana, 18 anos, deixou Rio Preto após o inicio da pandemia e retornou para o município de Aparecida do Taboado-MS para ficar com a família. Ela pretende presta vestibular para medicina neste ano. “Estando em casa, existem os desafios como as interrupções e a presença de mais coisas que causam distração. Quando estamos no cursinho, temos o ambiente propício para estudar, os centros de estudos, em que você sabe que é proibido usar o celular, em que não se pode conversar, ou seja, é mais fácil manter a disciplina e o foco. Em casa, você tem que organizar um ambiente para poder estudar e é mais difícil manter a concentração e a disciplina,”, explicou.

Ana também falou sobre ansiedade durante o período. “Acaba sendo um pouco difícil essa situação, mas temos que respeitar os nossos limites e acreditar que tudo vai dar certo no final. Um recado que deixo para todos os estudantes é que não esperem as condições ideais para continuarem estudando, façam aquilo que for possível nas condições que você tem hoje”, comentou. Sobre a enquete promovida pelo governo para definir a nova data do Enem, a estudante afirma que para ela a melhor data seria em janeiro, para ter um maior tempo de preparação.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior