Palestra debate a importância da doação de órgãos

 

Na próxima sexta-feira, 27 de setembro, comemora-se o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Para celebrar a data, o Grupo AUSTA promove, quarta-feira, 25 de setembro, palestra com o médico nefrologista João Fernando Picollo, coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Rio Preto e região.

Ele irá falar sobre o processo de doação e transplante de órgãos e tecidos, a partir das 19h30, no auditório AUSTA.

Há mais de 34 mil pessoas na lista de espera em todo o país, segundo o último levantamento da ABTO – Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos e RBT – Registro Brasileiro de Transplante. Destas, 23 mil pessoas, das quais 316 crianças, aguardam por um rim, órgão que pode vir de um doador vivo ou falecido.

A pessoa que quer ser doadora deve conversar com a família para manifestar este desejo, deixando claro para seus familiares que eles devem autorizar a doação, uma vez que, no Brasil, ela só é feita após autorização familiar.

Pela legislação vigente no Brasil, nenhuma declaração em vida é válida ou necessária, não há possibilidade de deixar em testamento, não existe um cadastro de doadores de órgãos e nem são mais válidas as declarações nos documentos de identidade e carteiras de habilitação e nem as carteirinhas de doador.

Portanto, a única forma de ser um doador pós-morte é discutir o assunto, em vida, com os seus familiares, o que permitirá também a todos que participarem dessa conversa, revelarem-se doadores ou não doadores de órgãos.

“Essa simples conversa permitirá aos familiares que, ainda que estejam vivenciando o doloroso momento da perda de um ente querido, possam decidir rapidamente e de forma consciente pela doação dos órgãos e tecidos”, ressalta Aline Garbo, responsável pela Comissão Intra Hospitalar de Transplante do AUSTA hospital.

Lembre-se de que um doador pode salvar várias vidas ou melhorar a qualidade de vida de várias pessoas.

No caso de doação em vida, é permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou parentes consanguíneos até o quarto grau, inclusive.

Para qualquer outra pessoa, somente mediante avaliação em Comissão de Ética do hospital e autorização judicial, onde seja comprovada estreita relação, exceto quando se trata de doação de medula óssea.

Um dos motivos que levam os familiares a recusar doar os órgãos e tecidos é não compreender a morte encefálica, tendo assim dúvidas se realmente o ente querido está morto.

O que é a morte encefálica?

A morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções do cérebro. Isto significa que, como resultado de severa agressão ou ferimento grave no cérebro, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado. O cérebro para de funcionar definitivamente e a pessoa morre.

Na região, a conscientização sobre a importância de se doar é cada vez mais. Tanto que, em 2018, a região obteve índice de 1º Mundo em doação de órgãos.

Os índices de autorização de doação de órgãos em Rio Preto se equiparam aos da Espanha, referência mundial em transplantes na rede pública.

No país europeu, a média é de 47 doadores por milhão de habitantes. Na região de Rio Preto, a média foi de 44 doadores por milhão, em 2018. Para se ter ideia do quanto este número é expressivo, no Brasil, de acordo com a ABTO, o índice gira em torno de 17 por milhão – menos da metade da regional.

SERVIÇO

Palestra ‘O processo de doação e transplante de órgãos e tecidos’

Palestrante: médico nefrologista João Fernando Picollo, coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Rio Preto e região

Quando: Amanhã, 25 de setembro, às 19h30

Onde: auditório AUSTA, localizado à rua Dr. Antonio Bahia Monteiro, 465, no andar térreo do Medical Center

Da REDAÇÃO

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