Outubro Rosa, o mês da prevenção contra o câncer de mama

O mês de outubro é marcado por ser o de conscientização da prevenção ao câncer de mama, mais conhecido como Outubro Rosa. Anualmente, essa data é marcada com o objetivo de informar e promover a conscientização sobre a doença.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres. A ginecologista Aline Andrade Teixeira Ferrari, 35 anos, formada em medicina há dez anos pela Universidade de Marília e especialista em Ginecologia e Obstetrícia há cinco anos , atualmente atende em um clínica na cidade de Olímpia, explica sobre a doença, como se prevenir, os principais sintomas e os tratamentos necessários.

De acordo com ela, o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres na atualidade em todo o mundo. A prevenção é feita através da realização do autoexame das mamas.

Comumente o câncer de mama tem maior chance de aparecimento após os 40 anos e a medida que os anos vão passando essa chance aumenta. O auge do aparecimento é dos 40 aos 50 anos. Então por isso que a mamografia nessa fase deve ser feita anualmente e depois dos 50 anos quando se tem mamografias prévias inalteradas o exame pode passar a ser bianual. Para aquelas pacientes que têm uma história familiar de câncer de mama, ou seja, aquelas que possuem mutação dos genes a mamografia deve ser realizada a partir dos 35 anos.

“A prevenção é sempre o melhor tratamento, porque quanto antes conseguirmos detectar o tumor maior é o sucesso do tratamento. Tumor de mama em fase inicial tem chances de 100% de cura”, ressalta a médica.

O auto exame é de extrema importância, Aline explica como deve ser realizado.

“Durante o autoexame das mamas a mulher não precisa saber o que é um nódulo, quais as características de um nódulo suspeito. Mas ela precisa conhecer o próprio corpo pra que quando aparecer alguma coisa ela saiba identificar que aquilo não estava ali no mês passado ou há dois meses atrás. Então o autoconhecimento é fundamental”, explica.

A ultrassonografia muitas vezes funciona como um complemento do exame outras vezes faz o diagnóstico. Confirmação diagnóstica só é feita através da biópsia ou punção da lesão suspeita onde pequenos fragmentos ou líquidos do material são encaminhados para o laboratório de patologia que vai avaliar minunciosamente o tipo celular daquele material que foi enviado.

Tratamentos

É um tratamento multidisciplinar e ele vai depender do grau de invasão do tumor, do grau histológico que são as características particulares de cada tumor. Então dentre os tratamentos nós temos a quadrantectomia que é a retirada de um quadrante, ou seja, uma parte da mama. A mastectomia que é quando é retirada a mama por completo, a hormonioterapia que é quando é feito a castração química com o uso de medicamentos que bloqueiam a produção hormonal, tendo em vista que alguns tumores de mama têm receptores de estrogênio e progesterona que são os hormônios femininos positivos, isto é, os hormônios que fazem o tumor crescer. A radioterapia que é através da radiação ionizante e a quimioterapia.

Outro fator importante é sobre o apoio psicológico e familiar. Os pacientes que têm esse apoio, que a família vai junto nas consultas, acompanhando o tratamento, a chance de cura é maior.
“Bom humor, encarar a doença de maneira positiva ajuda bastante e o apoio psicológico é fundamental. Porque o câncer de mama é um tumor que mexe com a vaidade da mulher. O maior medo das mulheres é perder os cabelos, fazer a cirurgia onde vão mutilar e isso agride de maneira direta, esse medo toma conta. Então a elevação da estima da paciente é fundamental”, frisa a especialista.

Lembrando que os homens também podem ter câncer de mama, sendo mais raro, porém mais agressivo do que o da mulher. Eles também precisam fazer o autoexame das mamas e muitas vezes não aparece com um nódulo como nas mulheres, pode ser com deformidades.

“As mulheres precisam se conhecer, se cuidar e principalmente precisam se priorizar. Essa parte de empoderamento feminino é fundamental para o autoconhecimento da mulher onde ela precisa deixar um pouquinho o trabalho, os afazeres domésticos, os cuidados com os filhos e marido para reservar um tempo pra ela conhecer o próprio corpo, se examinarem para que possam cuidar da própria saúde. Não deixar para amanhã o exame que pode ser feito hoje, porque o câncer não perdoa. Ele vem de uma vez. E que elas saibam que nunca estarão sozinhas, sempre estaremos juntas no apoio, no auxílio, no amparo, para que se fortaleçam”, finaliza a ginecologista.

Por Isabela MARTINS

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