Os cuidados na cirurgia de implante de silicone

Mariana Abdalla realizou a cirurgia no ano passado

O Brasil é figura carimbada nos rankings internacionais de cirurgias plásticas. Na contramão da crise econômica, o setor avançou 8% nos últimos quatro anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Dentre todos os procedimentos estéticos, o implante de silicone nos seios é a mais comum feita no país. No entanto, é preciso ficar alerta para os riscos.

Na última segunda-feira (6), a fisioterapeuta Laysa Lopes Rocha morreu 20 dias após fazer um implante silicone nos seios, em Castilho. “Quando a cirurgia não é realizada por um profissional qualificado é possível ocorrer sérios danos à saúde. Geralmente, a cirurgia não é recomendada quando os riscos superam os benefícios”, comenta o cirurgião plástico Rodrigo Antoniassi, membro da SBCP.

Rodrigo ainda afirma que a maioria das mulheres busca o procedimento por motivos estéticos. Foi o caso de Mariana Abdalla, 22 anos, que colocou uma prótese de 340 ml no ano passado. “Não estava satisfeita com o tamanho dos meus seios. Queria mudar e melhorar a autoestima”, conta. Ela também disse que não sentiu nenhum desconforto depois da cirurgia. “Fiz repouso e tomei todos os cuidados”, comenta. Alessandra Sanches Bonfá, 46 anos, também realizou o procedimento em 2002. “Resolvi colocar porque meus seios eram pequenos. Não senti nenhum tipo de dor”, diz Sanches.

Outra questão que perturba muitas mulheres é o tamanho da prótese de silicone. “O tamanho precisa ser proporcional ao corpo da paciente, acompanhando suas curvaturas para que não sofra com o excesso de peso ou se arrependa com uma prótese muito grande”, finaliza o médico. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

Da REPORTAGEM

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