Ordem para projeto de captação de água no rio Grande é assinada

Foto: Guilherme BATISTA

O prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo, o superintendente do Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto), Nicanor Batista Júnior, e o secretário Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Henrique Pires, assinaram, na tarde de hoje (22), a ordem de serviço para a elaboração de um projeto de captação de água no rio Grande. A verba para o estudo é de R$ 14.373.876,47 vinda do Governo Federal pelo programa “Agora, É Avançar”.

A empresa Estática Engenharia Ltda. é a vencedora da licitação para a elaboração da pesquisa de concepção ambiental, de projetos básicos e executivos e de um novo sistema de captação. A partir da data da assinatura (22), a companhia tem o prazo de dois anos para apresentar o plano de obtenção de água no rio Grande.

De acordo com o prefeito, o abastecimento na cidade é regular. Porém, ressaltou a importância de projetos de longo prazo. “É importante olhar para as futuras gerações. Estamos fazendo o que tem de ser feito agora. Um estudo para uma grande obra”, afirma.

Edinho também reforçou que a situação hídrica da cidade é regular atualmente. “A perspectiva de abastecimento, com todos os recursos que estamos buscando, é de atender cerca de 600 mil habitantes”, reitera.

Caso a obra seja viabilizada, o rio Grande poderá disponibilizar para a cidade três metros cúbicos por segundo de água. “O valor é uma gotinha para o rio e duas gotonas para Rio Preto. É o suficiente para uma população de mais de um milhão de habitantes”, comenta.

A captação de água no rio Grande terá 53,6 quilômetros de extensão, caso concretizada. Um estudo inicial foi divulgado pelo representante da Estática Engenharia Ltda., José Marinho Pereira dos Santos. Na apresentação, a retirada de água seria realizada há 2,3 quilômetros abaixo, seguindo o fluxo da água, da ponte da rodovia BR 153, próxima a Usina Hidrelétrica de Marimbondo. A construção da adução de água bruta ficaria paralela a rodovia BR 153, contando com travessia de arcos em alguns pontos, até chegar à área da Estação de Tratamento Norte em Rio Preto.

Outros recursos

Os módulos de tratamento de água na ETA (Estação de Tratamento de Água) estão sendo ampliados, o que aumentará a capacidade de atendimento em 150 mil pessoas. Além disso, estudos são realizados no Aquífero Bauru e Guarani. O Semae produz 3.9 milhões de m³ por mês de água tratada. Destes, 25% são originários da ETA, 50% dos 311 poços do Aquífero Bauru e 25% dos oito poços do Aquífero Guarani.

Desperdício

A média do consumo de água do rio-pretense é de 250 litros/dia. A cima da recomendação dada pela ONU, de 165 litros/dia por pessoa. O desperdício também se encontra no sistema. Embora o desperdício de Rio Preto esteja abaixo da média nacional (36,7%), ainda são perdidos 28% de água, 18% nas tubulações e 10% em ligações clandestinas. A meta é alcançar os 25%.

 

por Marina LACERDA

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS