Operação contra feminicídio e homicídio termina com quatro presos na região

DIG - Delegado Dr. Alceu Lima de Oliveira Junior

Uma operação da Polícia Civil de combate ao feminicídio e homicídio (tentados e consumados) foi deflagrada em todo o país, durante a sexta-feira (24), prendeu pessoas e apreendeu adolescentes em 17 estados. Aqui em Rio Preto, foram cumprido quatro, dos oito mandados recebidos pela DIG, Delegacia de Investigações Gerais.

De acordo com o delegado da Delegacia Seccional de Rio Preto, Alexandre Arid, quatro pessoas foram presas na região. “Dos 12 mandados de prisão que recebemos, oito eram para ser cumpridos em Rio Preto, dois para Tanabi e outros dois para Mirassol, no entanto, foram cumpridos quatro. Dois por Rio Preto e dois em cidades da região”, disse Arid.

Segundo o delegado Alceu Lima de Oliveira Junior, os dois presos estavam em casas de parentes. “Dos oito mandados que recebemos, conseguimos cumprir dois. Um dos presos foi um homem que tentou matar a mulher, em Bady Bassitt, em 2013. E o outro foi realizado em Rio Preto. O homem foi preso por um crime que aconteceu no ano passado, no distrito de Talhado. Na ocasião, a vítima foi encontrada com vida em um matagal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu”, explicou Alceu.

O presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, informou que mais de mil prisões foram realizadas durante todo o dia. “O que estamos fazendo hoje é um esforço concentrado no combate ao feminicídio.”

A Operação Cronos tem o apoio do Ministério da Segurança Pública e foi coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação foi definida em julho, durante reunião com o ministro Raul Jungmann.

Segundo o ministro, essa megaoperação é o exemplo, na prática, do funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) com a integração das polícias com o Ministério Público e o Poder Judiciário que, neste caso, tem o objetivo de combater a violência, especialmente, o feminicídio e garantir as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

As investigações também contaram com o apoio da coleta de material genético que deve chegar a um banco de dados até o fim do próximo ano com 130 mil DNAs coletados. “Quando ocorrer um estupro, um feminicídio, é possível fazer a comparação do material genético encontrado na cena do crime com os DNAs”, disse Jungmann. “Dá velocidade, precisão, e permite a elucidação de crimes.”

O nome da operação, Cronos, é uma referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime.

Por Bia MENEGILDO

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