Olha o golpe: Estelionatários pedem dinheiro em nome de grupo voluntário

Vestidos de palhaços, estelionatários abordam pessoas nos semáforos e também no calçadão de Rio Preto e pedem dinheiro para ajudar instituições da cidade. Grupo Operação Alegria (foto acima), que tem nome usado pelos bandidos alerta que não pede doação em dinheiro. Foto: Arquivo Pessoal

Geralmente, no final do ano, se intensifica uma modalidade de golpe que usa a “boa fé” das pessoas. Estelionatários usam o nome de entidades para pedir doações e enganar a população.
Em Rio Preto, não tem sido diferente. Na semana passada, Rita Zeinum, professora e coordenadora do grupo Operação Alegria procurou orientação da Polícia Civil sobre pessoas que estão utilizando o nome da ONG em busca de dinheiro.

“Desde 2013, 95 voluntários atuam no Hospital da Criança e Maternidade, Hospital de Base, Santa Casa, Nossa Senhora das Graças e Bezerra de Menezes. São realizados bingos e outras ações para destinar artigos de vestuário e higiene pessoal aos pacientes internados nestes locais. Nosso grupo conta coma ajuda de amigos e parceiros, mas não pedimos dinheiro para conseguir entregar esse material aos hospitais”, explica a coordenadora.

São doadas mais de 120 prendas por semana a estas instituições. O grupo mantém ainda um coral, o Operação Alegria EmCanto, destinado a levar alegria e paz às pessoas internadas, em datas especiais.
A arquiteta Francine Boldrin Fernandes é uma das parceiras do grupo. Ela, junto com a mãe e outras amigas recolhem roupas e outros produtos e enviam para a ONG Operação Alegria.
“Eu não consigo estar lá, mas através do grupo nós conseguimos ajudar muita gente. Pacientes de outras cidades são acolhidos em Rio Preto e muitas vezes chegam sem roupas ou até mesmo produtos de higiene. O objetivo é exatamente esse: um ajudando o outro”, explica Francine.
O delegado Renato Pupo orientou o grupo a divulgar as ações que são realizadas e alertar a população que a ONG não pede doações em dinheiro.
“O grupo realiza um belíssimo trabalho na cidade e, não podemos deixar que pessoas arranhem a imagem que eles construíram. Mais importante do que registrar um boletim de ocorrência, é destacar para a população que o grupo possui parcerias para arrecadar brindes e não aceita doações em dinheiro”, salienta Pupo.
Atualmente, o grupo vai ao HCM às terças (manhã) e quintas (tarde), visitando Enfermarias, Oncologia, Sala de pré-cirúrgico, UTIs e maternidade. No HB, as visitas (à Emergência, Oncologia, UTIs e Departamento de Doenças Infecto-Contagiosas, dentre outros), ocorrem nas quintas e sábados à tarde. Nas manhãs de terça-feira, os voluntários contam parábolas no Instituto do Câncer, depois realizam a brincadeira da forca, com entrega de brindes. Nas noites de quarta e quinta, promovem um animado bingo na Hemodiálise e os vencedores recebem prêmios.
Na Santa Casa, as visitas acontecem nas segundas-feiras à tarde e nas terças pela manhã, abrangendo diversos setores. Ali também é feita a brincadeira da forca com entrega de brindes na Quimioterapia. No Nossa Senhora das Graças e no Bezerra de Menezes, as visitas são quinzenais, aos sábados, com a duração média de 2 horas.
Contabilizados todos os locais atendidos, se for somado o trabalho do Coral – que ensaia a cada quinzena, por 2 horas – a ação do grupo totaliza cerca de 20 horas semanais de trabalho voluntário, 80 horas mensais.
Para dar sequência às suas atividades, o grupo se organizou formalmente sob o nome Associação Operação Alegria – AOA e, além do empenho dos voluntários, conta com o apoio de pessoas, empresas e instituições dispostas a fazer o bem.
O grupo postou em suas redes sociais um comunicado avisando os doadores que todas as ações de arrecadação de dinheiro ou brinde, são feitas por meio de eventos entre amigos.

“Pedimos que se a pessoa se deparar com grupos solicitando dinheiro em semáforos, ou fazendo uma abordagem pessoal, que fiquem atentos! É golpe! As pessoas que doaram, fizeram de bom coração, mas quem vai doar precisa saber de onde é o grupo. Faltaram informações. As pessoas contribuíram pensando ser para hospitais de Rio Preto e foram lesadas”, desabafou a coordenadora.

De acordo com informações do grupo, as pessoas pediam dinheiro em nome de instituições, mas os valores arrecadados serão usados em benefício próprio.

Conteúdo Especial – Jaqueline BARROS

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