Obras da 2ª fase do Anel Viário avançam

Cachoeira do antigo IPA “secou”, segundo ambientalistas

Aconteceu na noite desta quinta-feira (29), uma reunião de membros da AAMA (Associação Amigos dos Mananciais) para tratar da finalização de um documento que pede alterações no Plano Diretor para tentar evitar que a prefeitura autorize aumento da urbanização na microbacia do Córrego do Moraes.

De acordo com Paulo César de Jesus, atual presidente o impacto do Plano Diretor, principalmente nos mananciais, degrada todo um sistema ecológico.

Dhoje Interior

“As pessoas estão preocupadas com a Amazônia, mas se esquecem de cuidar do nosso espaço. Nós tínhamos uma fonte de água incrível na Cachoeira do IPA, mas aí o presídio saiu de lá e se implantaram condomínios. Começou aí o problema e a cachoeira até secou”, disse o presidente da Associação.

Uma das principais reivindicações da AAMA é sobre a falta de clareza do Plano Diretor em relação às regras que estabelecem, por exemplo, o critério que vai ser usado para proteção do Córrego do Moraes.

“O Plano Diretor precisa de clareza. Existem questões a respeito dos fundos de vale, de mananciais, mas nada está claro, não se sabe o que vai ser feito”, destacou Paulo César.

O parcelamento de solo também foi assunto na entrevista. Segundo o presidente, um raio de 3 Km no entorno da Alta Floresta precisa de atenção especial. “É preciso respeitar o Plano de Manejo que está em São Paulo e ainda não foi votado. Eles (Prefeitura) estão aprovando esse Plano Diretor, mas não estão respeitando esses pontos que precisam ser bem esclarecidos”, cobrou o presidente.

Paulo César comentou sobre a ineficiência do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). “Infelizmente o Condema e nada é a mesma coisa. Não tem voz, não tem ação”, disse ele que, completou dizendo que, após finalizarem os documentos, as autoridades competentes como Câmara Municipal e Secretaria de Meio Ambiente, entre outros, serão notificados.

“Vamos pedir aos vereadores que se atentem a esse pontos, e que votem também em favor do meio ambiente. Precisamos evitar essa aprovação desordenada de parcelamento de solo”, acrescentou.

A professora aposentada, e voluntária no Departamento de Zoologia e Botânica da Unesp, Denise Feres falou sobre a importância da revisão do plano. “A proposta de urbanização da microbacia do Córrego do Moraes coloca esse manancial em altíssimo risco, inclusive com a perda da represa da Estação ecológica. Esses córregos abastecem a represa e é ela quem forma a queda d’água – cachoeira -, também abastece os tanques do Instituto de Pesca”, destacou.

A professora finalizou dizendo que, “além de prejudicar imensamente a própria floresta da Estação Ecológica e a Floresta Estadual Paulista, a duplicação da estrada da Matinha também contribuirá para o colapso da Estação”.

Por Ygor Andrade