Obesidade na infância prejudica saúde na fase adulta, afirma especialista

Obesidade infantil pode levar a doenças na idade adulta

Cada vez mais a população brasileira entra no combate à obesidade. A questão, hoje em dia, é discutida por profissionais da saúde de Norte a Sul do país. A obesidade avançou em todas as faixas etárias, entre os jovens quase dobrou de 4,4% para 8,5%.

Segundo a OMS, no Brasil, 9,4% das meninas e 12,7% dos meninos estão obesos. Para Ivan Togni Filho, médico que atua na área de Nutrologia e longevidade todas as pessoas estão predispostos à obesidade.

“Ao ingerir mais calorias do que são gastas, o nosso organismo entende que a quantidade sobressalente deve ser armazenada e a transforma em gordura. Além dos fatores genéticos, atualmente, as crianças estão sujeitas a ter um estilo de vida que influencia o ganho de peso com má alimentação e sedentarismo. A dieta desequilibrada e com grande quantidade de produtos industrializados e fast-food causa problemas que vão além da estética, afeta o psicológico e a saúde da criança. A obesidade infantil pode ainda ser responsável por doenças como diabetes, colesterol e hipertensão na vida adulta”, explica Togni.

Segundo pesquisas, o marketing de alimentos tem levado os adolescentes a comerem alimentos mais calóricos.

“Com o acesso fácil às mídias, as crianças são expostas diariamente a anúncios de alimentos gordurosos e pouco nutritivos. Os fast-foods, por exemplo, atraem seus clientes pelos brindes ao invés do alimento em si, causando uma controvérsia nas escolhas”, acrescenta.

De acordo com o especialista, a obesidade pode comprometer todo o funcionamento do organismo, facilitando o aparecimento de doenças. “Quando falamos em excesso de peso, a diabetes tipo 2 é a doença mais comum. O pâncreas tem a função de produzir insulina e jogar a glicose para dentro das células, no entanto, com o consumo exagerado de refinados, doces e carboidratos, ele fica sobrecarregado e interrompe essa produção, como consequência o indivíduo sofre com resistência insulínica e o aumento do índice glicêmico, o que dá origem ao diabetes. Gordura no fígado, colesterol, gota e problemas cardíacos também são frequentes”.

O médico ponderou também que a obesidade na infância é mais perigosa. “É mais difícil de ser controlada, pois as doenças que a criança desenvolver nesse período irão acompanhá-la pelo resto da vida”, destaca.

Togni orienta a procura por um profissional para adequar a alimentação e conciliar com atividade física. “Não adianta pular refeições e ficar um período prolongado sem comer. É preciso ter orientação profissional para saber qual a dieta mais desejada para o seu caso e incluir atividades físicas e hábitos benéficos à saúde no seu dia a dia”, salienta.

O médico recomenda ainda o cuidado com longos períodos de jejum. “Neste caso o corpo não consegue discernir se você está fazendo dieta ou não, diminuindo assim o metabolismo e causando falta de energia, além de não contribuir para a perda de peso”, finaliza o nutrólogo Ivan Togni Filho.

Por Mariane DIAS

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