O primeiro alimento da vida

A van que percorre vários pontos da cidade já percorreu 5.393 quilômetros levando informação e também ajuda ao próximo. “A unidade móvel a gente tem como principal função a captação de doadoras de leite materno e o principal objetivo da van é vir para próximo da mãe que mora mais distante do banco de leite”, disse Fabrícia da Silva Morgado

Nos primeiros 365 dias de funcionamento, a unidade móvel do Banco de Leite Humano comemora resultados promissores. O veículo doado pelo Rotary Club de Rio Preto percorre a cidade oferecendo orientações sobre amamentação e doação de leite materno, além de angariar novas mães doadoras de leite.

Neste primeiro ano, comemorado em abril, alguns números levantados são expressivos, foram 2.313 orientações e 267 atendimentos a mães lactantes. A unidade, que é um braço do Banco de Leite Humano, coletou 24 litros de leite e incluiu 248 novas doadoras ao cadastro.

A van que percorre vários pontos da cidade já percorreu 5.393 quilômetros levando informação e também ajuda ao próximo. “A unidade móvel a gente tem como principal função a captação de doadoras de leite materno e o principal objetivo da van é vir para próximo da mãe que mora mais distante do banco de leite”, disse Fabrícia da Silva Morgado, enfermeira responsável pela unidade móvel do banco de leite.

O trabalho é realizado nas unidades básicas de saúde e em quatro hospitais: Austa, Beneficência Portuguesa, Santa Casa e Hospital da Criança e Maternidade. Nesses locais, a equipe esclarece dúvidas relacionadas ao processo de aleitamento materno e convida as mães para doarem o leite, o que é feito dentro da própria van. “A doação pode acontecer em qualquer momento da amamentação”, afirmou Morgado.

A jovem Lovane da Silva é mãe de primeira viagem da pequena Laura de apenas 26 dias. Ela recebeu as orientações na unidade móvel e já realizou a primeira doação de leite materno. “Agora eu pretendo ser uma doadora, porque há muitos que precisam, a gente tem o leite e vale a pena ajudar. É um momento muito bom e único a amamentação”, destacou.

Já Letícia Oliveira é mãe da Mariah de 10 meses. Logo após o parto ela foi uma doadora e revelou que pretende continuar doando. “É muito importante, porque eu sei que outras crianças vão usar. Eu já doei bastante leite e pretendo continuar”, disse.

Para ser doadora, é preciso estar com os exames de sorologia em dia, que são feitos de forma gratuita pelo Banco de Leite Humano. O cadastro pode ser feito na própria unidade móvel ou por telefone. Para as mães que são doadoras e precisam voltar ao trabalho antes do sexto mês do bebê, o banco de leite devolve 50% do leite doado, já pasteurizado, o que prolonga a validade de 15 dias para seis meses. “Com isso essa mãe consegue manter o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês, através desse trabalho que o banco de leite faz”, finalizou Morgado.

Serviço:
Banco de leite humano (unidade fixa)
Endereço: Av. dos Estudantes, 1.886 – Vila Aeroporto
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, aos sábados, das 9h às 13h
Telefone: 3214-3422

 

Por Priscila CARVALHO

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