O menino Antony precisa de ajuda

O pequeno Antony Davi tem pouco mais de cinco meses de idade, mas já é um vencedor. Ele lutou para viver durante os quatro meses que ficou internado na UTI do HCM de Rio Preto, a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Criança e Maternidade. Agora ele está bem e mora com a mãe na cidade de Monte Aprazível, mas seu quadro é delicado e exige cuidados constantes.

Antony nasceu no tempo certo, mas abaixo do peso e do tamanho adequado, além de diversos problemas de saúde. Ele tem má formação nos órgãos genitais, no cérebro e no crânio, o rim direito não está no lugar correto e também tem problemas nos pulmões.

A criança foi diagnosticada com uma rara síndrome, conhecida pelos médicos como Trissomia do 2. De acordo com o site americano Rare Deseases (rarediseases.info.nih.gov), a doença “não é herdada, mas é causada por um erro aleatório na divisão celular durante o desenvolvimento inicial do embrião”. Na maioria dos casos, acontece aborto espontâneo até o quinto mês de gestação.

Separada recentemente do marido, a mãe Daiane Aparecida Dalsotto, de 30 anos, passou por uma gravidez de alto risco. Hoje ela não trabalha e se dedica ao Antony o tempo todo. “O Antony nasceu no dia 30 de maio e ficou até dia 29 de setembro na UTI. Ele foi para o quarto e nós ficamos internados mais duas semanas, até que eu aprendesse a usar todos os equipamentos. Infelizmente eu não posso trabalhar. Passo o dia cuidando dele”, conta Daiane.

A criança se alimenta através de uma sonda, que envia o alimento diretamente ao estômago, e respira oxigênio do cilindro. O leite que ele precisa é especial e o valor da lata varia entre R$ 25 e R$ 45, dependendo do estabelecimento. “A UBS fornece quase tudo que a gente precisa. Eles mandam duas latas de leite por mês, mas é pouco. O Antony precisa de cinco latas e, conforme ele cresce, a tendência é aumentar essa quantidade”, explica Daiane.

O cilindro de oxigênio fica ao lado do berço de Antony

“O que nós mais precisamos nesse momento é do leite e coisas para o bebê, como fraldas e roupinhas, e uma cama para que eu possa dormir. A geladeira precisa de conserto e eu vou me alimentando quando tem comida”, desabafa a mãe.

Quando a equipe do jornal DHoje perguntou à Daiana sobre sua a alimentação, ela disse que tinha jantado no dia anterior e acrescentou dizendo que havia passado dois dias se alimentando de macarrão instantâneo. “Foi o que o dinheiro deu para comprar. Eu jantei ontem e agora estou bem”.

Se alguém tiver doações, a Daiane mora na cidade de Monte Aprazível e o contato pode ser feito diretamente com ela, através do celular (17) 99157-6487, que também é whatsapp.

O nome do leite que o Antony precisa é Nan Comfor, da Nestlé.

Da Redação

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