Número de cirurgias bariátricas aumentou 20% no Brasil

Somente pela região sudeste do Brasil, 38% de crianças de 5 a 9 anos e 22,8% de adolescentes de 10 a 19 anos estão com excesso de peso. Nos adultos, esse índice é de 50,45%. Segundo recente estudo americano, de cada três pessoas no planeta, uma tem sobrepeso.

Esta semana foi marcada pelo combate mundial à obesidade, sendo considerada uma doença que se espalha como uma epidemia pelo mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão com sobrepeso, e mais de 700 milhões, obesos. Já o número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderá chegar a 75 milhões.

Maria Aparecida Resende, 56 anos, antes de passar pelo procedimento da cirúgia bariátrica há três meses
Após três meses do procedimento, Maria Aparecida Resende já conseguiu perder 26 quilos. Ela afirma que quer perder mais

Somente pela região Sudeste do Brasil, 38% de crianças de 5 a 9 anos e 22,8% de crianças de 10 a 19 anos estão com excesso de peso. Nos adultos, esse índice é de 50,45%. Segundo recente estudo americano, a cada três pessoas no planeta, uma tem sobrepeso, e de cada 10, uma é obesa. Diante dessa situação, muitos têm recorrido às cirurgias bariátricas, o que fez aumentar em 20% nos últimos dois anos o número de cirurgias desse tipo. Por ano são feitas 100 mil bariátricas no Brasil.

Mas a decisão de se fazer uma cirurgia bariátrica é algo sério e que requer muito comprometimento do paciente, já que diversos hábitos devem ser mudados antes e depois do procedimento. “O paciente tem que mudar todo o comportamento. Tem que rever seus conceitos e fazer tudo diferente, principalmente reeducar sua alimentação e trabalhar com o psicológico. Na verdade ele tem que fazer tudo o que deveria ter feito antes da cirurgia, pois esse processo é um marco, uma oportunidade de começar de novo e fazer diferente dessa vez”, disse a psicóloga Silmara Batista Brizoti, que atua em avaliação e acompanhamento psicológico em candidatos à cirurgia bariátrica.

Antes de se submeter ao procedimento o paciente tem que passar por uma série de avaliações e exames que envolvem diversos profissionais, como cardiologista, pneumologista, vascular, nutricionista e psicólogo. A cirurgia trará muitas mudanças na vida do paciente, inclusive nas relações familiares, social e profissional. Com isso, a ajuda do psicólogo auxilia o paciente a entender e ter consciência destas mudanças, além de acompanhá-lo no processo de sua nova imagem corporal, que surgirá no período pós-operatório. É necessário que o paciente passe pelo processo de avaliação com o profissional, sendo pelo menos sete encontros, com duração de aproximadamente 1 hora. “Faz parte do trabalho do psicólogo acolher o paciente, que por muitas vezes não tem um espaço onde ele possa se colocar, mostrar como se sente, sem que seja julgado ou hostilizado”, revela.

Há três meses a rio-pretense Maria Aparecida Resende, 54 anos, decidiu por um fim ao problema chamado obesidade e enfrentar a cirurgia bariátrica. Ela chegou a pesar 125 quilos e após o procedimento já perdeu 26 quilos, mas que ainda pretende perder mais peso. “Depois da cirurgia minha vida deu uma volta de 360 graus. Estou dormindo melhor, fazendo academia, muitas vezes vou andando para o meu serviço, coisa que eu já não fazia há muito tempo. Respiro melhor e sinto mais prazer na vida. Ainda estou seguindo uma dieta rígida, antes eu comia de tudo não tinha tempo ruim, hoje é claro, tenho minhas restrições. Cortei totalmente o açúcar, estou comendo mais frutas e legumes, procuro evitar tudo o que é raiz e grãos, do restante como de tudo só que em porções pequenas e bem devagar”, avaliou Maria.

 

Por Priscila Carvalho

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