Novo manifesto de caminhoneiros causa lentidão na Washington Luiz

Em mais um dia de manifestação contra o preço do diesel, centenas de caminhoneiros estiveram na rodovia Washington Luiz, entre os quilômetros 445 e 447, para protestar na tarde desta quarta-feira (23). O manifesto não causou nenhuma ocorrência, mas provocou a lentidão do trânsito durante o trecho de Rio Preto sentido Mirassol.

Segundo Cláudio Ferreira, capitão da Polícia Rodoviária Estadual, a manifestação foi pacífica. “A gente conversou com alguns caminhoneiros que acabam tendo uma liderança sobre os demais, explicamos a condições, que eles devem respeitar a legalidade. O direito de manifestação existe, desde que não interfira no direito dos outros cidadãos. Eles compreenderam e não houve nenhum problema, nem interdição. Apenas a lentidão, principalmente, das pessoas que passam e ficam curiosas”, disse.

Reivindicando melhoras para a categoria, Rogério Marcos Moraes, presidente da associação de motoristas de Rio Preto, falou sobre o protesto.

“O objetivo do manifesto é contra o aumento abusivo do óleo diesel, cobrança de pedágio mesmo com o eixo levantado da carreta e o governo vem com uma redução de R$ 0,05 do óleo diesel. Isso é uma vergonha. O motorista carrega o Brasil nas costas, a gente pega um frete num valo de R$ 4 mil e gasta R$ 3.100,00 entre combustível e pedágio, fora o desgaste do caminhão e o dia do motorista”, afirmou.

Segundo Moraes, também nesta quarta-feira, mas pela manhã, 122 veículos participaram de uma manifestação, em carreata, que durou três horas. Os caminhões saíram do posto federal na BR-153 até a rodovia Washington Luiz, na altura do Km 443, e retornando para o posto federal. “Foi gratificante para nós. Nossa intenção é o movimento entre o país todo e Rio Preto, interior de São Paulo, aderiu essa movimentação e estamos a favor da categoria”, explicou.

Já o caminhoneiro Alberto Soares, na profissão há 18 anos, e morador de Fortaleza, disse que parou seu caminhão para contribuir com a classe. “Somos humilhados, não temos o apoio de ninguém, somos assaltados nas rodovias e o que a gente ganha no frete 70% deixamos nos postos de combustíveis, isso é um absurdo, não tem mais como trabalhar”, ressaltou ele, que continuou.

“Somos pai de família, passamos dois meses longe de casa, longe da família, e quando a gente chega, chegamos sem nada, porque o governo não colabora. É um absurdo em uma semana o combustível subir quatro vezes e óleo diesel chegar a mais de R$ 4,00, isso não existe. Eles têm que colocar na cabeça que precisam da gente, nós movimentamos esse país e não somos reconhecidos. Não era para chegar nesse ponto, mas tivemos que parar. Não queremos prejudicar ninguém, mas temos que parar nesse momento”, finalizou.

Por Marcelo Schaffauser

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