Novas costureiras profissionalizadas na praça

Camisa masculina com acabamento perfeito, digna de figurar em vitrine de loja, um vestido de modelagem impecável, outra blusinha com detalhes de renda ou apliques, tudo com arremate interno primoroso: essas peças são o resultado do curso de corte, modelagem e costura oferecido pela Prefeitura de Rio Preto por meio do Fundo Social de Solidariedade, em parceria com as secretarias municipais de Assistência Social, da Mulher e do Trabalho e Emprego. O curso, iniciado em agosto, entregou certificados de conclusão para 65 alunas da professora Lúcia Maria de Carvalho.

Os certificados foram entregues nesta terça-feira, 12, às 9h, pela primeira-dama profa. Maria Elza, por Maria Silvia Bastos (secretária da Assistência Social), Maureen Leão Cury (secretária dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Raça e Etnia) e Edemilson Favaron (secretário do Trabalho e Emprego).

A aluna oradora da turma, Rita de Cássia da Silva, 50 anos, filha de costureira, é professora de matemática na rede estadual e nunca pregou um botão. Na festinha de entrega, ela usava um leve e bonito vestido de verão, feito por ela, com arremates profissionais de galoneira no decote e cavas. “Adorei o curso, principalmente pela paciência que ele nos ensina. Sempre gostei de moda, mas nunca aprendi. O curso é bom, a professora, ótima. Já comprei uma máquina industrial e uma overloque (de arremates),” disse. Rita nunca faltou às aulas. Nas férias, saudosa das máquinas de costura, ela frequentava a oficina de costura voluntária do Fundo Social.

A aluna Sandra Regina Vieira Araújo, 45 anos, casada, dois filhos, mora na zona rural. Uma vez por semana ela pega um ônibus e vai até a Secretaria da Mulher para manejar tesouras, agulhas e linhas. Agora costura blazer. “Pra mim, é uma porta que se  abre. Estou desempregada no momento, e não dá para ficar em casa quando se tem um curso à disposição que pode se tornar uma fonte de renda. Amei o curso. Quero fazer de novo,” disse.

Para fazer as aulas, não há discriminação de idade e sexo. A aluna mais nova tem 23 anos, a mais velha 62.

Entre as alunas, um único homem, muito elogiado: Edmilson Muniz de Queiroz, 54 anos, divorciado. Estava deprimido e foi morar uns tempos com sua irmã Ellen (aluna do curso), que faz acabamento em peças de enxoval (aplica bordados e rendas). Ellen começou a ensinar o irmão a fazer costura reta, dando-lhe uma ocupação e ao mesmo tempo, distração. Edmilson revelou-se ótimo costureiro e foi encaixado no curso do Fundo Social. Talentoso, ele é um dos melhores alunos e ainda por cima esqueceu a depressão. Nesta terça-feira, ele mostrou à professora Maria Elza um vestido de sua autoria.

 

Da Redação

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