Nova ação da PF volta a arranhar imagem da Câmara

Maurin Alves Ribeiro (à direita) conversa com Paulo Pauléra durante sessão na Câmara (Lucas Israel)

Com a segunda ação contra vereadores no prazo de uma semana – desta vez contra Maurin Alves Ribeiro (PC do B) – e a expectativa de novos casos, o clima na Câmara Municipal voltou a ser de apreensão, especialmente entre os parlamentares mais “próximos” de Maurin. “Tá feia a coisa”, resumiu o vereador José Carlos Marinho (PSB).

Para Alessandra Trigo (PSDB), que assim como Maurin, não se reelegeu, a investigação contra o o comunista só fortalece a descrença na classe política. “Eu vejo que as denúncias têm que ser investigadas, mas todos sofrem. E quem sofre mais é a própria população, que se torna descrente”, afirma.

Sobre o desgaste junto à opinião pública, Jean Charles Serbeto (PMDB) seguiu a mesma linha, mas fez questão de esquivar-se pessoalmente. “Todos esses fatos, é lógico que contribuem para o desgaste da instituição, mas junto a figura deles. A população em geral acaba tendo uma avaliação de toda a Câmara desta forma”, diz. “Eu não me sinto ofendido porque cada um responde pelos seus atos, mas há um desgaste de forma geral com o poder (Legislativo)”, completa.

Já para Marco Rillo (PT), que curiosamente era da mesma coligação de Maurin, lavou as mãos sobre o comportamento do candidato e diz não se mostrar surpreso com a investigação. “Não é surpresa nenhuma se aparecer mais. Essa eleição foi feita à base do dinheiro”, sustenta.

Por Lucas Israel

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