No Japão, governo busca estreitar acordos comerciais

Neste ano, as exportações brasileiras para o Japão cresceram 2,6% e chegaram a US$ 3 bilhões.

País asiático é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, principalmente em temas relacionados à indústria e à inovação.

Em visita a Tóquio, o secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan, afirmou que o Japão é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, principalmente em temas ligados à indústria e à inovação.

O secretário participou, nesta terça-feira (4), da 19ª Reunião Conjunta do Comitês de Cooperação Econômica Brasil-Japão, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e por sua congênere no Japão, a Keidanren.

Furlan também se reuniu com o vice-presidente executivo da Mitsubishi Motors, Kozo Shiraji, e com executivos da Nissan Motors. Durante os encontros, ele destacou as perspectivas de retomada do crescimento econômico e a disposição do governo em criar condições para a atração de novos investimentos.

Na quarta-feira (5), o secretário se reunirá com executivos da Toyota e da Honda e encerra sua participação na reunião conjunta. Na quinta-feira (6), ele participará da reunião do Comitê Conjunto para a Promoção do Comércio, Investimentos e Cooperação Industrial com representantes do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI).

Entre os temas da reunião está a negociação para a criação um grupo de trabalho para estudo de projeto piloto de Patent Prosecution Highway (PPH) entre Brasil e Japão, que visa acelerar o exame de patentes.

Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que também está em Tóquio, neste momento, o Brasil precisa abrir mercados para suas exportações, acessar tecnologia via importação e atrair capital para impulsionar o mercado interno, sobretudo com investimento em infraestrutura. “O Japão oferece oportunidades nessas três áreas”, afirmou.

Intercâmbio comercial

De janeiro a agosto deste ano, as exportações brasileiras para o Japão cresceram 2,6% em relação a igual período do ano anterior, passando de US$ 2,9 bilhões para US$ 3 bilhões. A participação do país subiu de 2,3% para 2,5%, posicionando-o como o 6º destino das exportações brasileiras no acumulado do ano.

Já as importações brasileiras do Japão atingiram US$ 2,3 bilhões de janeiro a agosto de 2016, implicando decréscimo de 31,9% sobre o valor de igual intervalo do ano anterior, que totalizou US$3,4 bilhões. A participação do Japão caiu de 2,9% para 2,6%. O país foi o 8º fornecedor estrangeiro ao Brasil no acumulado do ano.

A pauta das exportações brasileiras ao Japão é dividida em: 63,1% de produtos básicos, 20,8% de semimanufaturados e 16% de manufaturados. No acumulado do ano, o desempenho das três principais categorias foi o seguinte: aumento de 5,7% em produtos básicos; queda de 21,4% em semimanufaturados; e aumento de 21% em manufaturados.

 

Da Redação

Fonte: Portal Brasil

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