Multas por radares despencam e atingem menor patamar em 2 anos

INFRAÇÕES - As multas por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% lideram as estatísticas da Secretaria de Trânsito

Logo no início da quarentena, provocada pela pandemia do coronavírus, a prefeitura de São José do Rio Preto suspendeu a fiscalização por meio de radares estáticos (móveis) em ruas e avenidas da cidade, mantendo apenas os radares fixos. Como esperado, a medida fez com que número de multas despencasse no município. Durante o mês de abril foram registradas 5126 infrações, o menor número mensal dos últimos dois anos.

De acordo com os dados disponibilizados no site da Prefeitura, a média anual vem decaindo ano a ano. Em 2018, a média foi de 11.250 multas por mês. Já em 2019 foi de 9.024. Com a quarentena, a média de 2020 ficou em 7.270.

Dhoje Interior

Os radares fixos campeões de multas são os da Avenida da Saudade (4.132 infrações neste ano) e da Avenida Sebastião Gonçalves de Souza (2.006 multas).

“Com certeza os números atípicos deste mês de abril foram por causa da pandemia do coronavírus. É difícil analisá-los neste momento”, afirmou o secretário de Trânsito, Transportes e Segurança, Amaury Hernandes.

Com relação ao tipo de enquadramento de infrações, as multas por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% são o tipo mais comum, tendo mais de 90 mil casos em 2019. Dirigir utilizando o telefone celular e estacionar em desacordo com a regulamentação também são comuns.

“Temos tentado evitar que esse tipo de infração aconteça. Já fizemos diversas campanhas de conscientização para alertar os motoristas, mas é uma coisa que depende da consciência de cada um”, afirmou Hernandes.

A redução no número de multas também impactará na arrecadação. Até fevereiro, Rio Preto já havia arrecadado R$ 4.106.488,72, número inferior se comparado ao ano passado no mesmo período. Até o momento, a fiscalização dos radares móveis continuará suspensa até o dia 10 de maio, podendo a medida ser estendida junto com a quarentena.

Por Vinicius LIMA