Mulheres desenvolvem paixão pela cachaça

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O consumo de cachaça deixou de ser uma exclusividade dos homens. Nos últimos anos, aumentou consideravelmente o número de mulheres interessadas na bebida destilada de cana-de-açúcar. É o que destaca Sylvio Di Jacintho que, além de consultor rural de Rio Preto, também é degustador de cachaça. “Por incrível que pareça, a adesão de mulheres tem sido muito maior do que a de homens. As mulheres degustam cachaça com parcimônia, com mais equilíbrio até, mas elas são degustadoras muito potenciais”, ressalta.

O consultor rural está organizando uma rota da cachaça e o número de mulheres inscritas até a finalização dessa matéria já era maior do que a dos homens. De dez interessados, sete eram mulheres e três, homens. Como grande entendedor do assunto, Jacintho arrisca um palpite para o fato das mulheres estarem ganhando apreço pela cachaça. “Elas gostam de degustar, gostam de confrarias de mulheres que são muito comuns, e a cerveja dá barriga. Então, elas estão partindo para drinks, bebidas curtas. Isso a gente vê e percebe muito”, explica.

A cachaça se destaca por ser considerada um produto exclusivamente brasileiro. De acordo com o Decreto 6871/2009, art.53, a cachaça é uma aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48% em volume, a vinte graus Celsius, que é obtida por meio da destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar. Caso a bebida fuja dessa definição, ela não pode ser comercializada como cachaça e deve ser denominada aguardente de cana. “A cachaça tem uma diferença grande da pinga, pois a pinga é produzida quimicamente, com conservante. A cachaça é toda produzida artesanalmente. Todos os processos são com produtos naturais, nada de produto químico”, completa Jacintho.

De acordo com Jacintho, na região de Rio Preto, a produção de cachaça tem crescido nos últimos anos. Como em todo o mundo, os produtores da região produzem cachaça branca, que depois é envelhecida em tonéis de diferentes tipos de madeiras, como Carvalho, Jequitibá, Balsamo, Amendoim. Apesar da grande variedade, a mais produzida na região de Rio Preto é a envelhecida em Carvalho. “Na nossa região, a cachaça tem servido para fazer batida. Os bufês procuram as nossas cachaças para fazer batidas de festa, muito mais barata do que uma Vodca e um produto totalmente artesanal e da nossa região”, destaca.

 

Rota da Cachaça é opção de turismo regional

É inaugurado neste sábado (1º), em Rio Preto, a Rota da Cachaça, roteiro desenvolvido por Sylvio Di Jacintho, consultor rural rio-pretense. Inspirado nas rotas de vinhos e queijos, do Rio Grande do Sul, a Rota da Cachaça está sendo organizada para levar à população um pouco mais de conhecimento sobre a bebida que é produzida na região. A rota vai percorrer várias propriedades rurais da região, como de Guapiaçu, de Cedral, de Mirassol e de Poloni.

A rota reserva ao interessado um caminho pela história da cachaça, com direito a café da manhã colonial, almoço caipira e jantar com muita moda de viola. Será um dia todo voltado às histórias das fazendas, suas peculiaridades, seus produtos, com muita degustação de cachaça e comida boa. Passaremos por alambiques, produtores de queijos, salames. É algo que a nossa região pede faz tempo”, afirma Jacintho.

Para quem tem interesse em vivenciar a experiência de conhecer a história da cachaça, é só entrar em contato com o Jacintho pelo telefone/whatsapp (17) 99772-6801 ou no e-mail: [email protected] Os passeios serão realizados sempre aos sábados, saindo de Rio Preto, em van com monitor.

 

Por Leandro BRITO

 

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