Mulher foge com filha de casa e acusa companheiro de cárcere privado

Três mulheres procuraram a Polícia Civil em menos de 24 horas para registrar ocorrências de agressões feitas pelos maridos, em São José do Rio Preto (SP). As ocorrências foram entre a manhã e noite deste sábado, dia 19. Em um dos casos, a vítima contou que o agressor além de agredir, a trancava dentro de casa.

No caso que mais chamou a atenção da polícia, uma balconista, de 26 anos, procurou a delegacia para informar sobre as agressões que vinha sofrendo do marido, com quem mora junto há seis meses.

Dhoje Interior

Ela informou aos policiais que após tirar licença do trabalho e precisar ficar em casa, o autor, um homem de 27 anos, teria lhe proibido de sair de casa, além de trancar as portas e levar as chaves. E que direto sofria chutes, socos, pauladas e, inclusive, levou uma facada no braço do companheiro.

As brigas e agressões começaram quando ela não aceitava que o homem batia em sua filha, de um ano e cinco meses. Neste domingo, dia 20, o homem levou ela para o trabalho e disse que não buscaria, pois iria para um “pagode”. Aproveitando da situação a mulher pegou suas coisas e a filha e foi para casa de um parente e logo em seguida, nessa madrugada, aproveitou para registrar o boletim de ocorrência e pedindo medida protetiva para ela e a criança.

Na outra ocorrência, um comerciante de 49 anos, precisou ir para o Hospital Austa, após ser agredida pelo companheiro. Ela disse aos policiais que por volta das 12 horas de sábado, começou uma discussão com o marido e que ele acabou saindo de casa e voltando só a noite embriagado.

Nesse momento, disse que iria tirar a própria vida, mas foi impedido pela mulher que segurou a chave da moto e ocasionou uma revolta do agressor, que lhe desferiu vários golpes pelo corpo. Ela ainda disse aos policiais que o marido, um homem de 56 anos, afirmou que iria matá-la.

Em outro caso, um homem de 39 anos teria agredido a esposa e sua mãe após uma discussão. As vítimas, uma mulher de 43 anos, e uma idosa de 67 anos, contou aos policiais que o agressor teria ingerido bebida alcoólica desde às 12 horas de sábado e que, por volta das 16 horas, começou a dizer para a esposa: “por que você está de cara feia comigo?”, “por que me olha assim quando eu pego uma latinha de cerveja?”, o que prolongou a situação até às 20 horas, momento que o agressor resolveu ir embora da residência e chamou sua mulher.

Ela se prontificou a dirigir o veículo, pois ele estava muito embriagado, mas ele não deixou e ela se negou a ir embora com o homem, que ficou revoltado.

Visivelmente transtornado, ele pegou o carro e saiu, voltando após 45 minutos ainda mais nervoso e sem conseguir entrar na residência.

A mãe foi abrir o portão para ele, mas acabou sendo agredida com puxões de cabelo. Dentro da casa, ele começou a quebrar alguns objetos e agredir a esposa com socos, chutes, tapas na face e ainda lançou um objeto que atingiu o seu braço, causando ainda mais lesões.

Três testemunhas confirmaram o caso a polícia. Mas na delegacia, a mulher não quis representar contra o autor, apenas pediu medida protetiva.

Todas as mulheres foram orientadas a comparecer a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para começar os procedimentos legais. Elas não foram encontradas para comentar os casos.

Por Franklin CATAN