Mulher acusa namorado de sequestro e cárcere privado

Foto: Guilherme Ramos

Uma vigilante, de 28 anos, acusa o namorado, um agente de segurança de 30 anos, e a família dele, de sequestro e cárcere privado. Ela saiu de Praia Grande, litoral paulista, para morar na casa da avó do investigado, em Guapiaçu.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima começou um relacionamento pelas redes sociais com o suspeito, no dia 3 de junho. Dez dias depois, a pedido do namorado, ela viajou para o interior e foi até a casa dele, em Guapiaçu.

O homem se disse evangélico, apresentou a família dele e disse que a vítima moraria na casa de seus avós. Ele contou também que trabalhava em uma clínica de dependentes químicos e que retornava para casa a cada 15 dias.

A vítima também relatou à polícia que não podia sair desacompanhada. A mãe ou a irmã do suspeito diziam que a religião não permitia que ela andasse sozinha e que havia o risco dela se perder pela cidade.

Ainda de acordo com o relato, após uma semana, a vítima foi na clínica e descobriu que o namorado é um interno e que ajuda na segurança do local para ter desconto no tratamento. Em uma visita ao local, o homem se mostrou agressivo e mandou que ela ficasse sentada e não olhasse para o lado, pois havia muitos homens no local.

A mulher ainda acusa o homem de ter furtado R$ 300 de sua carteira, dizendo que era para ela não ir embora, e a mãe dele de revirar sua bagagem. Além de relatar ainda que, durante um final de semana que passou com ela, ele saiu para beber e, em seguida, a agrediu na frente dos familiares, que não a defenderam.

A vítima disse que só percebeu que estava sendo mantida em cárcere privado quando, antes do retorno do homem à clinica, depois do final de semana, ouviu ele dizendo para a mãe dele que não era para deixar ela sair sozinha.

Ela conseguiu deixar a casa e chegar até Rio Preto depois de receber dinheiro de amigas. No entanto, o homem passou a mandar mensagens ameaçadoras em seu celular.

O caso foi encaminhado para investigação na DDM, Delegacia de Defesa da Mulher.

Por Bia MENEGILDO

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