Mudanças vão facilitar e diminuir o tempo de espera nos aeroportos

Menos tempo - Passageiros terão tempo de espera reduzido durante embarque e desembarque

Iniciativas do Programa Nacional de Facilitação do Transporte Aéreo (Profal) vão beneficiar tanto passageiros quanto tripulantes.

Agilidade no check-in, autoetiquetagem da bagagem, compartilhamento de dados de passageiros entre aeroportos e maior acessibilidade para passageiros com necessidades especiais. Essas são algumas das regras aprovadas e publicadas pela Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), através da iniciativa do Programa Nacional de Facilitação do Transporte Aéreo (Profal), para reduzir o tempo de espera dos passageiros dentro dos aeroportos, além de facilitar a vida dos tripulantes.

Segundo Thiago Meirelles, coordenador do Comitê Técnico de Operações Especiais da Secretaria de Aviação Civil, a ideia do Profal foi de criar diretrizes e regras para o setor adotando tecnologias para autoatendimento, que vão proporcionar a redução nas filas dos aeroportos e o tempo de espera dos passageiros.

“Dentro de um padrão estabelecido de segurança internacional, nosso foco é facilitar o deslocamento, o trânsito das pessoas nos aeroportos”, disse Meirelles, que citou algumas delas.

“O check-in através do celular, ou nos totens das companhias, além disso, com a tecnologia, a autoetiquetagem de mala poderá ser feita pelo passageiro, que vai imprimir a própria etiqueta da bagagem. O uso do e-Gate, um portão eletrônico, com controle automatizado de fronteiras com leitura rápida e segura dos passaportes, aonde cada passageiro vai demora de 10 a 15 segundos para ser identificado e liberado pelo equipamento”, explicou o coordenador.

Thiago Meirelles também afirmou que outras medidas já foram implementadas. “O compartilhamento de dados de passageiros, onde essa informação é repassada para a Polícia Federal, a Receita Federal, e outros órgãos que podem identificar se determinado passageiro oferece risco ou não, já está em andamento”, disse.

Em relação a acessibilidade para as pessoas com deficiência, o coordenador diz que o trabalho começou no ano passado, durante os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. “Fizemos um trabalho onde estabelecemos um padrão para tratar os passageiros. Desde o primeiro contato, a abordagem, até o assento na aeronave”, diz Thiago Meirelles, que finaliza falando sobre a utilização da rampa de acesso, também para passageiros com necessidades especiais.

“Sobre a rampa de acesso, que chamamos de acessibilidade universal, estamos fazendo estudos para formalizar um edital, até o final deste ano, para a compra deste equipamento para os aeroportos regionais, onde não há pontes de embarque. Ela já foi utilizada no ano passado no aeroporto Santos Dumont, durante as Paralimpíadas, e será de grande utilidade, uma facilitadora para crianças, idosos, cadeirantes e outras pessoas com necessidades especiais”, finaliza.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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