MP descarta quarto integrante no caso Kelly Cadamuro

O promotor do Ministério Público de Frutal, Fabrício Costa Lopo fez uma coletiva na tarde de ontem, para esclarecer o trabalho do MP em relação ao crime que vitimou a jovem, Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, encontrada morta no dia 2 de novembro, após combinar carona compartilhada por WhatsApp.

O promotor afirmou que Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, tentou manter relação sexual com a jovem, porém, não conseguiu consumar o ato. “Pra que fique claro não houve a conjunção carnal com a vítima Kelly”, conta Lopo.

Segundo o Tribunal Superior de Justiça, o fato de Jonathan ter retirado a calça de Kelly configura o ato como estupro. “Por conta desta interpretação jurídica sobre a conduta dele de ter tirado a calça e também a calcinha da vítima responderá pelo crime de estupro que ele nega de forma contundente”, explica o promotor.

O assassino, Jonathan Pereira do Prado vai responder pelos crimes de estupro, latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual majorada – nesta última pena, Jonathan quis induzir o perito ou o Juiz ao erro, quando despistou as impressões do carro da Kelly com terra, a fim de ser beneficiado no processo penal que ainda está por vir.

O promotor contou que a mulher que havia combinado carona com Jonathan por celular e desmarcado foi ouvida e está como testemunha no processo. “Essa mulher apenas ofereceu carona para o Jonathan, ela desconfiou de algum momento da intenção do Jonathan, ela poderia ter sido vítima dele”, explica Lopo.

Foi realizada a quebra telefônica do celular de Jonathan. Segundo o promotor, a namorada do criminoso citada na carona combinada com Kelly não teve participação ou ciência do crime premeditado por ele. “Ela não possui nenhum envolvimento com os fatos. Ela, inclusive por mensagens, chegou a comentar com ele ficando extremante surpresa da ocorrência do crime.”

De acordo com promotor, Jonathan procurava mulheres para obter carona. “Não necessariamente a Kelly, outras duas mulheres do grupo de carona foram procuradas por Jonathan, mas por outras circunstâncias não ocorreu. Com relação à Kelly posso dizer que ela foi enganada e levada ao erro.”

O promotor contou que na próxima fase do processo, os réus serão citados e após apresentada a defesa de cada um, será feita a audiência de instrução e julgamento. O promotor afirma que não há provas concretas sobre o envolvimento de uma quarta pessoa no crime. “Nós não temos substrato probatório algum do envolvimento de uma quarta pessoa. Quero deixar claro que com relação ao cenário do crime a prova é coesa, é muito forte para apontar que o crime foi praticado apenas pelo Jonathan.”

Daniel Teodoro da Silva, receptador, continuará preso em Minas Gerais. Wander Luís Cunha também preso por receptação permanece em Rio Preto, mas será ouvido pelas equipes que investigam o caso de Frutal. “A transferência dele pode ocorrer só na audiência de instrução e julgamento. Prestado o interrogatório o Wander fica preso aqui”, finaliza Lopo.

A família
O advogado da família de Kelly, Jorge Argemiro, contou que irá recorrer diretamente ao juiz para o aprofundamento nas investigações. A reconstituição, que teve início no pedágio em Frutal, gerou indignação da família. “Se o crime teve início em Rio Preto deveria ter começado na cidade. Não faz sentido ter começado já em Frutal. A faca que estava dentro do veículo e o capacete até o momento não foram esclarecidos nas investigações. Um ex-namorado da Kelly tinha medida protetiva há dois anos, pois sempre ameaçava ela e até agora ele também não foi ouvido, então queremos esclarecer toda a situação.”

(Informações cedidas pela Rádio Natividade, 102 FM, de Frutal)

 

Por Mariane Dias 

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