MP abre investigação sobre incêndio e comitê propõe ter base fixa no IPA

Reunião teve objetivo de traçar planos para recuperação da área devastada. Divulgação SMCS

O promotor de Justiça Sérgio Clementino mandou instaurar inquérito para apurar as responsabilidades sobre o incêndio que devastou uma área equivalente a 500 campos de futebol no antigo IPA (Instituto Penal Agrícola), região composta pela mata da Estação Ecológica e a Floresta do Noroeste Paulista. “Abri o inquérito pois é necessário averiguar as responsabilidades e providências que serão tomadas em relação aquela área enquanto se investiga as possíveis causas deste incêndio”, disse o promotor.
De acordo com os números da Polícia Ambiental, o fogo consumiu 93% dos 168,9 hectares da Estação Ecológica e 73% dos 277 hectares da Floresta do Noroeste Paulista. A área queimada soma 500 hectares.

Comitê – O prefeito Edinho Araújo recebeu ontem os integrantes do Comitê Gestor de Prevenção e Combate às Queimadas em reunião de trabalho para avaliação dos danos causados pelo incêndio que consumiu grande parte das áreas de preservação permanente na região do antigo Instituto Penal Agrícola (IPA). As chamas tiveram início na tarde de quarta-feira, dia 9, e resistiram até a noite de sábado, 12, com diferentes intensidades.

Dhoje Interior

Apesar da extensão dos estragos, o grupo avalia que a atuação conjunta das entidades envolvidas foi fundamental para que o fogo não consumisse toda a área verde, que inclui
Estação Ecológica, Floresta Estadual do Noroeste, Instituto Florestal e Instituto de Pesca,
que somam aproximadamente cerca de 750 hectares. Os profissionais avaliaram que o vento forte, que registrou média diária de 45 km/h na semana passada, foi determinante para a progressão das chamas pela área. “A força do vento fez o fogo sobrepor a avenida Abelardo Menezes e, com isso, atingir os dois lados da via”, comentou o coordenador da Defesa Civil de Rio Preto, coronel Carlos Lamin.

Também foram definidas prioridades para os próximos anos em relação ao trabalho realizado pelo comitê. Uma das propostas é a criação de uma base fixa no local, que poderá abrigar efetivo e viaturas das entidades que compõem o comitê. “Precisamos estar perto quando um eventual novo incêndio começar”, pontuou Lamin. A secretária de Meio Ambiente, Kátia Penteado, destacou que o município terá, a partir de agora, um desafio ainda maior relacionado ao reflorestamento da área.

“De 106 mil mudas que tínhamos plantadas em 13 áreas diferentes, perdemos aproximadamente 76 mil mudas para o fogo. Teremos que recuperar essa perda nos próximos anos”, comentou. O comitê traçou ainda um plano de reação aos estragos
para iniciar a recuperação da área e reforçar o patrulhamento inibindo as invasões. O
documento será apresentado pelo prefeito ao governador João Dória nesta quarta-feira,
15, durante visita do chefe do Executivo estadual a Rio Preto. Participaram do encontro
representantes da Defesa Civil de Rio Preto, Defesa Civil Estadual, Polícia Ambiental, Corpo
de Bombeiros, Unesp, Semae, além das secretarias de Meio Ambiente e Serviços Gerais.

Da REDAÇÃO