Movimentos da Esquerda resistem na ‘Balbúrdia Democrática’

Foto: Ana Eliza BARREIRO

Com Intuito de promover a arte e reflexões sobre o meio ambiente e direitos humanos, movimentos da esquerda em Rio Preto realizaram a ‘Balbúrdia Democrática’ neste domingo, 25.

Aproximadamente 400 pessoas se reuniram pela manhã em frente à represa para assistirem peças de teatro, declarações de poesias, e debates pela igualdade social e respeito à natureza. Em contraponto ao manifesto pró-Moro realizado no mesmo dia, o evento esquerdista se posicionou contrário as recentes decisões do governo federal com relação às devastações na floresta Amazônica e as conversas entre o ex-juiz Moro e o coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol vazadas pelo canal The Intercept.

Dhoje Interior

Para Maria Aparecida Vernutti da Silva, militante feminista e da luta dos Sem-Terra, e uma das organizadoras do evento, a proposta da balbúrdia democrática era mostrar que é possível ser rebelde e ter a harmonia da arte como arma.

“Mostramos para Rio Preto que a Esquerda é unida, tem beleza, que não somos violentos, pelo contrário temos muito amor e poesia. Os violentos são os que oprimem”, frisou.
Segundo a organização, pessoas indignadas com o atual governo participaram pela primeira vez do movimento.

Entre as apresentações artísticas, as peças teatrais ‘Negra’ e ‘Elas por Elas’, dos grupos Desafio e Quitéria, sensibilizaram o público sobre temas delicados como racismo e machismo, “Fazemos um teatro protesto, para reflexão, praticando interações com o público. Sempre estamos ao lado das minorias, e gostamos de ir aonde o povo está”, salientou Neusa Monção, diretora dos grupos.

Para Neusa, nos tempos atuais é preciso mais do que nunca resistir pela arte. “O que vamos fazer com nossa indignação? Com o teatro podemos nos expressar e dar voz às pessoas invisíveis”, acrescentou.

Ao som de ‘apesar de você’, de Chico Buarque, os militantes finalizaram o protesto planejando novos encontros no futuro.

Por Ana Eliza Barreiro