Motoristas reclamam dos constantes reajustes no preço do combustível

Valor - Consumidores reclamam do aumento do preço. (FOTO GUILHERME BATISTA)

O motorista que estava acostumado a abastecer o carro com etanol devido à queda nos preços nos últimos meses tomou um susto com o novo valor nos postos de Rio Preto. O preço do litro do combustível disparou nas bombas, com altas registradas de quase 50% do valor, se comparado ao final do mês de agosto. De R$1,89, o valor subiu para R$2,79, no reajuste realizado no final de setembro. O preço da gasolina é de R$ 4,79.

O reajuste no valor do combustível pesou no bolso dos motoristas. A reportagem do DHoje Interior esteve na rua para falar com algumas pessoas sobre o preço e todos demonstraram descontentamento em suas respostas.

O vendedor Fabiano Martins da Silva diz que dobrou o seu gasto com combustível. Residente em Bady Bassit, Fabiano percorre de segunda até sexta-feira 34 km (ida e volta até Rio Preto) para trabalhar. “Não da para entender esses aumentos. Quem paga o pato somos nós, que precisamos do combustível para trabalhar. Gastava anteriormente R$ 700 por mês, agora a previsão é de duplicar esse valor”, disse.

Em alguns casos, o carro fica guardado na garagem e entra em cena a motocicleta. A consultora de marketing, Viviane de Souza Silva, optou por utilizar a moto para se deslocar ao serviço. “Tenho deixado o carro em casa e uso no final de semana. Não tem como utilizá-lo todo dia diante desse valor abusivo no preço.”

Apesar da alta, o álcool continua sendo mais vantajoso para o bolso dos consumidores, já que ele se torna a opção mais econômica sempre que o preço for menos do que 70% do custo da gasolina. O patamar médio atual é de 56% a 60%. Para fazer o cálculo basta dividir o valor do litro do álcool pela gasolina.

A reportagem tentou entrar em contato com o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Rio Preto), Roberto Diniz Uehara, para abordar o reajuste dos preços, mas o mesmo não foi encontrado.

ANP: fiscalização a postos aumenta em 2018

De janeiro a junho deste ano, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) efetuou 9.912 ações de fiscalização no mercado de abastecimento em todo o país, superando as 9.793 ações feitas no mesmo período do ano passado.

Apesar do número maior de fiscalização em 2018, neste ano foram lavrados menos autos de infração e interdição do que em 2017. No primeiro semestre deste ano, foram lavrados 2.439 autos de infração (contra 2.836 no ano passado); 324 autos de interdição (contra 399 em 2017) e 106 autos de apreensão (contra 108).

Os dados constam do Boletim Fiscalização do Abastecimento em Notícias da agência. Cerca de 130 mil agentes econômicos (que incluem distribuidoras de combustível e gás, postos de revenda etc) compõem o abastecimento nacional.

O boletim informa que nos primeiros seis meses deste ano foram realizadas 7.146 ações em revendedores de combustíveis e 1.804 ações em revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP). Foram lavrados 1.776 e 489 autos de infração, respectivamente, nesses dois segmentos. Conteúdo especial: Vinícius MAIA

 

Da REPORTAGEM

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