Mortes no trânsito aumentam em 500% em Rio Preto

Foto Divulgação

O número de morte por acidente de trânsito aumentou 500% em Rio Preto, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, SSP. Os números são referentes aos meses de junho e julho deste ano.

Os dados da SSP mostram que no mês de junho foi registrada somente uma vítima de homicídio doloso, quando não há intenção de matar, por acidente de trânsito. Já no mês seguinte, o número de mortes aumentou para cinco.

Ainda de acordo com os dados, entre janeiro e julho, 17 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito em Rio Preto. O número já é mais da metade de todas as mortes registradas em 2017, quando 29 pessoas morreram em acidentes automobilísticos.

As Operações ‘Direção Segura’ da Polícia Militar visa diminuir o número de acidentes graves, crimes de trânsito e mortes, principalmente em ruas da cidade. “Nestas operações, realizadas em conjunto com a Guarda Civil Municipal, é fiscalizado um número considerável de motoristas, gerando autuações e apreensões”, comentou o Capitão Fabiano Crestani, porta-voz da Polícia Militar.

“Trabalhamos de forma preventiva e repressiva, com a intenção de diminuir infrações ou condutas que levem ao acidente de trânsito, mas a conscientização do motorista é fundamental, principalmente em questões como uso do telefone celular ou desrespeito ao limite de velocidade ou semáforo”, completou o capitão.

O uso do celular ainda é uma das maiores causas de acidente, segundo o capitão. No entanto, a mudança no Código de Trânsito Brasileiro, além da atualização de valores de multa, tem por objetivo educar o motorista quando ao uso do aparelho. “Nos últimos três anos, o Código de Trânsito Brasileiro sofreu significativas inovações, como o aumento do valor das multas, que estavam desatualizadas há 15 anos. Foram criadas algumas infrações de trânsito relacionadas à utilização indevida do telefone celular e como manuseá-lo. Outra inovação recente é em relação aos acidentes de trânsito envolvendo lesão grave ou morte. A pena foi agravada de cinco para oito anos de detenção e isso faz com que o motorista não seja liberado na porta da delegacia”, explicou Crestani.

 

Por Bia MENEGILDO

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