Moradores apostam em segurança eletrônica para diminuir crimes de furto e roubo

Fotos: Divulgação

Levantamento indica que 37,43% só procuram equipamentos para proteger a casa depois que já foram vítima de criminosos.

Sorria, você está sendo filmado. Essa é uma frase bem comum em diversos lugares, seja em estabelecimento comercial ou mesmo em residências.

Cada vez mais o uso de câmeras de seguranças vem aumentando e, paralelo a isso, há também o crescimento da violência. Mas até que ponto o uso desse aparelho inibe a ação dos bandidos?

Um levantamento indica que a maioria das pessoas que procuram sistemas de câmeras de segurança e alarmes para proteger a casa, ou estabelecimento nunca sofreu assalto e quer prevenir para não ser vítima de bandidos na própria residência. Os números revelados pela SuperSeg Brasil, franquia que atua nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, mostram que 62,57% dos clientes que procuram as lojas estão preocupados e querem evitar furtos e roubos.

Outros 37,43% relatam que já foram furtados ou roubados em casa e, por isso, decidiram procurar sistemas eletrônicos para tornar a casa mais segura.
Heverton Guimarães é especialista em segurança eletrônica da SuperSeg e, destaca que os clientes que procuram por esse serviço se sentem inseguros e, desejam ainda mais liberdade e controle, seja na empresa ou na residência.

“Anos atrás, os maiores consumidores desse tipo de produto eram empresas. Hoje, quem mais nos procura é o cidadão preocupado de proteger a casa e os familiares. Os serviços mais procurados são os de monitoramento por imagem, alarmes e também a cerca elétrica”, explica ele.

Lucas Dig é empresário e, desde que montou seu estabelecimento optou por monitoramento através de câmeras de imagem. Ele conta que o local nunca foi alvo de bandidos.

“Acredito que as câmeras ainda inibem a ação dos bandidos. Estamos em um bairro movimentado, mas nem por isso deixamos de lado os investimentos tecnológicos”, comenta.

Em relação às empresas, 80,49% dos clientes nunca foram vítimas de crimes emsua sede. 19,51% relatam já ter sido furtado ou roubado. A cidade de Rio Preto, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, registrou de janeiro a agosto deste ano 4.549 furtos, quantidade que não inclui furto de veículos. As mesma estatísticas apontam para 711 roubos no mesmo período.

Esse tipo de crime tem feito com que o setor de segurança eletrônica cresça, em média, 8% ao ano. Segundo a Associação Brasileira de Segurança Eletrônica (Abese), atualmente 815 mil imóveis no Brasil possuem algum tipo de vigilância.

Heverton explica que cada caso inspira um tipo de projeto diferente. Por isso, recomenda que antes de investir na compra dos equipamentos a pessoa procure um especialista.

“É preciso observar a rotina da família, as características da casa, dentre outras coisas que podem expor os moradores à violência”, finaliza. Conteúdo especial: Jaqueline BARROS

 

Da REPORTAGEM

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