Missa e procissão marcam o Dia de São Jorge em Rio Preto

Foto: Cláudio Lahos

Nesta terça-feira (23), foi comemorado o dia do santo das dificuldades, santo guerreiro, protetor dos caminheiros e corintianos ou simplesmente dia de São Jorge. Em meio a tantos adjetivos, uma coisa é certa, no dia de ontem o Brasil parou para homenagear o tão estimado São Jorge.

Em Rio Preto, uma capela recebe o nome do santo. Com 54 anos, a igreja é considerada a primeira a ser construída na Região Norte da cidade. Para comemorar a capela ficou aberta durante todo o dia e às 20 horas foi celebrada uma missa seguida de uma procissão que reuniu aproximadamente 300 pessoas.

“Sempre nos mobilizamos e fazemos programações especiais para essa data. Neste ano tivemos apenas a procissão, pois o dia caiu bem próximo à Páscoa. Mas não poderíamos deixar de organizar uma homenagem a São Jorge”, explica o tesoureiro da igreja Márcio Fratantonio.

O santo movimenta não só capelas, mas o comércio também. Segundo Adilson Silveira, proprietário de uma loja de produtos religiosos, a imagem do santo é a mais pedida há anos.

“Nós vendemos em média 30 imagens de São Jorge mensalmente aqui. Sem dúvida é o que mais movimento o comércio, além das imagens vendemos também chaveiros, pingentes e velas relacionado ao santo, imagino que seja porque além de São Jorge, a figura também representa Ogum na Umbanda”, conta Silveira

São Jorge também é homenageado por diversas casas de umbanda no Brasil, isso porque o santo é reconhecido em muitas delas como um Orixá muito importante.

O sincretismo religioso aconteceu quando os escravos africanos chegaram ao Brasil, além de tirar todos os costumes religiosos dos escravos, também os obrigava a rezar aos pés de algum santo do cristianismo, já que o país acabara de ser colonizado.

Diante de tal situação os trabalhadores passaram a fazer suas preces aos pés de São Jorge com se pedissem suas necessidades a Ogum.

Rodrigo Reinato, dirigente da Casa Espírita Trovão de luz, explica que para os umbandistas Deus é dividido em várias qualidades e Ogum é uma delas. Responsável por manter a ordem nas casas e nas vidas dos filhos da Umbanda, o Orixá é representado pelas cores vermelha e branca e saudado como “Ogunhê meu pai”.

Dono de todas as armas de metais, Ogum é tido como o Orixá que além de trazer proteção, abre caminhos para seus filhos.

Com oferendas de comidas, bebidas e flores, a Casa Espírita Trovão de luz irá realizar nesta sexta-feira (23), a partir das 19h, uma festa em homenagem ao Orixá.

“Nós recorremos a ele para quebrar amarras e demandas, como olho gordo e inveja e pedimos a proteção. Para homenagear, nós iremos ofertar flores como palmas vermelhas, além de alimentos e bebidas como inhame com azeite de dendê e cerveja branca”, completa Reinato.

História
A fama popular do santo em todo mundo começou quando o guerreiro Jorge, de família cristã teria ressuscitado 300 mortos, resistido a venenos e derrotando um dragão.
A

os 23 anos, se destacou dentro do exército que servia, até que o corajoso jovem se deparou com o imperador Romano Diocleciano, que perseguia os cristãos e obrigava a população a adorar deuses pagãos. Por se rebelar e não abrir mão de seus princípios e religião Jorge foi decapitado a mando do imperador em 23 de abril de 303.

A grande devoção por São Jorge se espalha por todo o mundo, só no Brasil, mais de 15 igrejas levam o nome do Santo que também é Padroeiro de Gênova, Inglaterra e Portugal.

Colaborou Thais LOBATO

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