Ministro da Educação faz visita pessoal à Maria Peregrina

O atual ministro da Educação Rossieli Soares, futuro secretário estadual da Educação, foi conhecer a Escola Maria Peregrina, de Rio Preto, que educa crianças com metodologia inovadora, respeitando as características individuais de cada aluno e envolvendo o convívio da família.

A visita de duas horas ocorreu no domingo, dia 2, no bairro Cecap, com a presença do prefeito Edinho Araújo, do presidente da Câmara Jean Charles Serbetto, dos fundadores da escola, os irmãos Max e Mildren Wada, e de Francisco Cordão, do Conselho Nacional de Educação.

Acompanhado de sua mulher Meg, o ministro foi recebido na calçada com a orquestra de alunos tocando a Nona Sinfonia, de Beethoven, sob o comando do professor Ricardo Perez.

Após os discursos e a explicação de sua vinda a Rio Preto (ele está de férias, e a visita teve cunho pessoal), o ministro visitou todas as dependências da escola, acompanhado de alunos (que são o prefeito e o presidente da Câmara da escola). Lá, desde cedo, são dadas lições de formação política e cidadã, estruturando a escola como uma cidade, com prefeitura e câmara de vereadores.

Sem pressa, o ministro conversou com os diretores, professores e alunos, mais demoradamente com alunos. Perguntou das aulas e dos projetos, leu os murais de recados (com os nomes Preciso de Ajuda e Estou Pesquisando) em que os estudantes escrevem a sua rotina. São 110 alunos, e a capacidade não pode ser aumentada por falta de verba.

O motivo da visita do ministro foi conhecer de perto como funciona o método da Maria Peregrina, que tem um dia a dia letivo diferenciado: o aluno escolhe o que quer fazer. Ele tomou conhecimento através de um integrante do Conselho Nacional de Educação, que aprovou os resultados finais desse tipo de ensino. Os alunos trabalham muito a parte de projetos, desenvolvem aptidões e têm uma oralidade bem desenvolvida. O método já foi adotado pelas escolas do Senac e, num futuro próximo, na PUC- Pontifícia Universidade Católica.

Outro detalhe é o envolvimento da família, um compromisso semanal de prestar duas horas de colaboração nos serviços da escola (de livre escolha por parte do pai e mãe), entrar na sala de aula do filho e saber como está sendo o desenvolvimento dele, tanto social quanto educacional. Trabalha-se muito a arte, despertando o talento da criançada: aulas de música, dança, canto, entre outros.

Na verdade, é uma escola confessional católica. Max e Mildren são missionários leigos, mas não há imposição de religião no âmbito escolar. Todo dia, é celebrada uma missa às 8h da manhã, sem obrigatoriedade de comparecimento.

Terminado o expediente escolar, um grupo de voluntários ou familiares dos alunos sai em peregrinação (daí o sentido de Maria Peregrina) à casa dos alunos para conversar, rezar, refletir, conhecer os problemas daquela casa e solucionar o que for possível.
A escola é gratuita, subsistindo com doações e eventos.

Da REDAÇÃO

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