Megaoperação para transplante de órgãos salva três vidas

Foto Leandro BRITO

Os órgãos vieram da Santa Casa de Santa Fé do Sul por meio do helicóptero Águia da
Polícia Militar, que realizou o transporte até Rio Preto e depois seguiu para São Paulo.

O helicóptero Águia da Polícia Militar pousou em Rio Preto, na tarde desta terça-feira (13), trazendo um fígado e um coração para serem transplantados em dois pacientes diferentes que aguardavam pelos órgãos no Hospital de Base de Rio Preto.

A equipe do HB realizou os transplantes ao mesmo tempo. O responsável pela doação foi um homem de 50 anos de Santa Fé do Sul. Para que as cirurgias fossem realizadas, foi necessárias uma megaoperação e o emprenho de vários profissionais.

Os órgãos vieram da Santa Casa de Santa Fé do Sul por meio do helicóptero Águia da Polícia Militar, que realizou o transporte até Rio Preto e depois para São Paulo. Além do fígado e coração, os rins do doador seguiram para a capital paulista onde foram transplantados.

O doutor João Fernando Picollo, coordenador da organização de procura deórgãos do  Hospital de Base, comentou a ação realizada na tarde desta terça-feira. “A ação demonstra mais uma vez o centro de referência que somos em transplantes e captação de órgãos em todo o Brasil. Além disso, reforça também a importância de nossos treinamentos em hospitais da região para os mesmos estarem sempre atentos a possíveis doadores”, afirmou.

Transplantados A cirurgia tem um grande significado para os pacientes que receberam o transplante. Antônio Carlos Viola, de 66 anos, foi quem recebeu o novo fígado. Ele sofria de cirrose hepática, estava em tratamento e há meses esperava para receber o órgão. O coração foi transplantado em José Carlos Ferreira Neves, 51 anos. Neves é morador de Sorocaba e já estava internado há 120 dias no HB, aguardando pelo transplante de coração, realizado na tarde desta terça-feira.

Miriam Silva de Oliveira, esposa de José Carlos, agradeceu pelo marido às equipes
envolvidas no tratamento. “Meu marido precisou passar por três cirurgias para correção
de alguns problemas cardíacos e, da última vez, a única solução indicada foi um transplante. Agradeço imensamente a equipe do HB e também a solidariedade da
família que autorizou esta doação. Este gesto salva vidas”, contou Miriam, emocionada.

Da REPORTAGEM

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS