MEC e Advocacia Geral da União apuram denúncias de servidores envolvidos no esquema de fraudes no Fies

Foto: Divulgação PF

Representantes do Ministério da Educação (MEC) e da Advocacia Geral da União (AGU) foram para Jales, nesta terça-feira, dia 24, para apurar as investigações de fraudes no Fies e outros programas do governo federal envolvendo a Universidade Brasil.

O caso estourou no início deste mês durante a Operação Vagatomia deflagrada pela Polícia Federal. Em uma reunião com a PF e o Ministério Público Feral (MPF), os representantes desses órgãos vão entender como funcionava o esquema, que ainda é investigado.

O MPF requisitou instauração de inquérito para investigar o envolvimento de servidores do MEC na venda de vagas no curso de medicina, irregularidades no processo do exame Revalida e nas fraudes de concessão de benefícios, como o Fies e o Prouni.

De acordo com as investigações, esses servidores são suspeitos de terem omitido informações para contribuir com as fraudes cometidas pela Universidade Brasil.

A Operação Vagatomia investiga um esquema de fraude na concessão do Fies e também na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior para o curso de medicina no campus da Universidade Brasil que fica em Fernandópolis.

Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação. A suspeita de que o esquema de desvio que pode chegar a R$ 500 milhões. O dono da Universidade Brasil e o filho dele, que também é sócio do grupo educacional, foram presos em São Paulo.

Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão, entre temporárias e preventivas. Do total, 13 investigados continuam presos.

Vinicius LOPES

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