Marcondes corta as asas de Branco

Fábio Marcondes anda mais Fábio Marcondes que nunca. Pelo menos no que diz respeito ao correligionário Anderson Branco, que aproveitou o período de “hibernação forçada” do ex-mentor e tentou ensaiar voo solo. Mas, pelo que tudo indica, o novato acabou tendo as asas cortadas sem dó nem piedade pelo colega antes mesmo de tirar os pés do chão.

O último ato da série de estranhamentos entre os dois vereadores do PR se deu na sexta-feira (17), quando Marcondes organizou em seu gabinete um oba-oba com o pessoal de voto do partido para anunciar a filiação à legenda de Paulinho Rocha, dissidente do PEN. A estrela do encontro era o candidato a deputado federal pelo PR Luís Motta.

Dhoje Interior

Branco, que tinha sido preterido por Marcondes em um almoço com o mesmo grupo na semana anterior na Churrascaria Gaúcha, entre outras intercorrências desconfortáveis no último mês, avisou à assessoria de Marcondes, também presidente do PR em Rio Preto, que não participaria da recepção ao novo “companheiro”. “Tinha dentista naquele horário”, justificou ele ao ser questionado pela coluna. Não deu outra. O ex-presidente da Câmara passou a mão no telefone e intimou o ex-pupilo. Era ir ou ir. Quem estava por perto garante que Marcondes não estava para brincadeira. Anderson preferiu não pagar para ver. Esqueceu o tal compromisso anterior e foi.

Os problemas entre os dois se acirraram duas semanas atrás, quando Anderson Branco e Luís Motta participaram de uma reunião, em São Paulo, com o presidente estadual do PR, José Tadeu Candelária. No encontro, Branco teria sido cogitado a candidato estadual em Rio Preto, numa dobrada com Motta. Pego no contrapé, no melhor estilo “último a saber”, o Fábio Marcondes dos tempos de glória ressurgiu das profundezas do Fábio Marcondes que ainda se reposicionava com certa cautela. E colocou o trator para funcionar. A resposta de Anderson Branco, quando interpelado pelo colega sobre as “articulações na Capital”, dispensa conjecturas. “Eu só queria te fazer uma surpresa, por isso não contei nada”, justificou. À coluna, ele revelou de onde veio inspiração, e coragem, para tentar erguer por conta própria sua candidatura. “Fui falar com o presidente estadual porque, quando estive em Brasília, o senador Magno Malta (PR), me incentivou”, concluiu. Já Fábio Marcondes, quando questionado sobre a saia justa em seu gabinete, na sexta, foi lacônico: “fofoca”. Então tá.

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