Mão é a parte do corpo mais afetada em acidente de trabalho em Rio Preto

Conhecido por EPI, o equipamento garante a segurança do trabalhador em funções que oferecem riscos

No Brasil aproximadamente seis pessoas morrem por dia vítimas de acidente de trabalho. O levantamento feito pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), aponta que é uma morte a cada quatro horas e meia no país.

No ano passado, 4711 residentes de Rio Preto foram atendidos pelo município devido a acidente de trabalho. De acordo com levantamento do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), dentre esse número, a maior parte são homens, sendo 3115 trabalhadores. A parte do corpo mais afetada nos acidentes de trabalho são as mãos, que registraram 1916 ocorrências, em 2017.

De acordo com Paulo Cezar Chianezzi, que é técnico em Segurança do Trabalho e docente da área, falta conscientização sobre segurança no trabalho, tanto para empregador como para empregado. “O grande problema é que a empresa enxerga o EPI (Equipamento de Proteção Individual) como despesa, porém é muito errado isso e deveria ser visto como um investimento. Os trabalhadores também acabam pensando em produzir mais, na pressão do executar, e por vezes se esquecem da própria segurança”, comentou.

O equipamento de segurança individual, conhecido por EPI, é implantado em locais onde não é possível eliminar o risco de acidente de trabalho. “As empresas devem fornecer esses equipamentos e a capacitação gratuita aos funcionários. Porém muitas empresas não têm preocupação em eliminar esses riscos”, disse.

O especialista afirma que a área em que mais são registrados acidentes durante o trabalho é a construção civil. “Na construção civil os acidentes mais registrados são queda de altura, queda de objeto sobre o trabalhador e choques elétricos, que não é muito comum, mas quando ocorre é em grande parte fatal”.

Segundo cálculos da OIT, por ano o Brasil perde em média 4% do Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes da falta de segurança do trabalho. Somente em 2017, essas perdas gerais à economia foram de aproximadamente R$ 264 bilhões. “Os acidentes de trabalho só são evitados quando se pensa na prevenção e os trabalhadores precisam da segurança no trabalho, com ambiente mais adequado”, finalizou Chianezzi.

 

Por Priscila CARVALHO

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