Mais de 55 mil imóveis são visitados em campanha contra a dengue em Rio Preto

Após mais de um mês com mutirões realizados aos sábados, a Campanha ‘Rio Preto Contra o Aedes’ terminou com bons resultados, superando as expectativas da Secretaria da Saúde, que realizou em oito etapas esta campanha. Com conscientização e apoio da população o município conseguiu reduzir 99% os casos de dengue.

Ao todo foram visitados 55.343 imóveis entre 24 de junho e 12 de agosto. O objetivo do mutirão foi encontrar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zyka, chikungunya e febre amarela. Foram mobilizados 1.269 agentes de saúde e 142 supervisores.

Com relação aos imóveis fechados, o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, disse que contou com a parceria do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) para conseguir visitar 21.074 casas fechadas na cidade. “Atualmente há muitos imóveis fechados na cidade, mas com essa parceria com o CRECI conseguimos visitar esses imóveis, pois os focos estão sempre nos mesmos lugares: ralos, garrafas e vasos. O poder de ação do mosquito é um raio de 100 metros, então precisa do apoio de todos os vizinhos”, disse.
Outros 34.269 imóveis receberam o trabalho dos funcionários, com retirada de criadouros e orientação. Para a gerente da Vigilância Epidemiológica, Andreia Negri, o balanço do mutirão é positivo. “A meta de imóveis trabalhados na campanha superou as expectativas. Conseguimos trabalhar mais imóveis do que havíamos programado e justamente em um período no qual as pessoas tendem a reduzir os cuidados com as ações preventivas, visto que o número de mosquitos tende a diminuir. Por isso, o trabalho foi excelente.”

Ainda segundo o secretário de Saúde, em janeiro deste ano a cada 10 casas visitadas pelos agentes de saúde, sete tinham focos do mosquito. Atualmente a cada 30 casas visitadas, apenas uma tem o foco. “No começo do ano as pessoas não abriam as casas, com a campanha dando certo a população começou a acreditar, se conscientizar e a receptividade mudou completamente. É um trabalho contínuo”, comentou Paiva.

Com relação ao Índice de Breteau, que mede a densidade larvária do munícipio, o valor atual está em 0,5 sendo que o limite aceitável é 1. No início deste ano o mesmo índice chegava em 2,5. Duas regiões apresentam esse índice elevado, sendo o Parque Industrial com 1,2 e São Francisco com 1. As demais localidades na cidade apresentaram índices inferiores a 0,5. “Nesses mutirões e nos próximos estamos priorizando essas áreas, a fim de evitar uma epidemia já que as larvas do mosquito podem durar de 12 a 18 meses em recipientes secos”.

Esta foi a primeira vez que um mutirão da dengue foi realizado no inverno, período interepidêmico. No final do ano os mutirões feitos aos sábados contra a dengue devem voltar entre os meses de novembro e dezembro, mas visitas dos agentes de saúde são contínuas, realizadas durante todo o ano, de segunda a sexta-feira.

 

Por Priscila Carvalho

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS