Mais de 200 estabelecimentos já foram autuados em Rio Preto pela Lei Antifumo Paulista

Há oito anos em vigor, a Lei Antifumo Paulista que combate o tabagismo passivo em estabelecimentos comerciais já aplicou 3.854 multas a comércios que não cumpriam com a norma de ter uma área externa para fumantes.

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, até os dias atuais já foram realizadas mais de 1,7 milhão de inspeções. Somente pela região de Rio Preto desde a criação da lei já foram feitas 130.101 inspeções e 213 autuações. O desrespeito à legislação é punido, na primeira vez, com multa de cerca de R$ 800. Esse valor dobra em caso de reincidência. Na terceira, o estabelecimento é fechado por 48 horas e, na quarta, a interdição se dá por 30 dias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o tabagismo passivo é a terceira causa de morte evitável no mundo. Diante desses dados, desde 2009, a Prefeitura de Rio Preto conta com tratamento gratuito para combater o fumo. Atualmente seis postos de saúde (UBS Santo Antônio, CSE Estoril, UBSF Jardim Americano, UBSF Rio Preto I, UBSF Vila Toninho, UBS Solo Sagrado) fazem parte do Programa de Tabagismo, que disponibiliza o tratamento para quem queira parar de fumar.

Paula Sodré, gerente de saúde da família, explica que cada unidade disponibiliza 30 vagas para os interessados e que com a grande procura já estão trabalhando inclusive com lista de espera. “O munícipe deve procurar a recepção das unidades mencionadas para realizar o agendamento. Todas as UBS e UBSF fazem a inscrição, porém os pacientes deverão se dirigir até as unidades que dispõem do tratamento”, disse.
A abordagem dos pacientes começa com quatro sessões para avaliar a relação com o tabaco e definir o tratamento, além de verificar fatores que contribuam para o desejo pelo tabaco, como depressão e ansiedade. Todo o tratamento dura cerca de um ano e consiste em consultas periódicas e seis reuniões em grupos de apoio para que os dependentes possam discutir o problema do tabagismo.

A gerente de saúde da família explica que este é um tratamento caro, que custa cerca de R$300 por mês, mas que o SUS tem disponibilizado para a população. “Fornecemos Bupropiona, goma e adesivo em alguns casos indicados. Se a dependência é classificada como grave, os médicos indicam o uso do adesivo de nicotina para evitar que o paciente recorra ao cigarro. Todos os medicamentos usados no tratamento são distribuídos gratuitamente para os pacientes”, concluiu Sodré.

 

Por Priscila Carvalho

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