Mais de 10 milhões de brasileiros têm deficiência auditiva

Foto Reprodução Google

No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas são surdas, o que corresponde a 5% da população geral do país. Nos últimos anos, os especialistas têm alertado a população para o crescimento de pacientes com surdez adquirida devido a fatores externo. Segunda a Organização Mundial da Saúde (OMS), só hoje, 466 milhões de pessoas no mundo tem algum problema auditivo e esse número pode aumentar. Dados da OMS mostram que 900 milhões de pessoas podem ter surdez até 2050.

Nesta quarta-feira (26), é celebrado o Dia Nacional do Surdo. A data foi escolhida pela fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em 1857. O dia tem uma representação especial em setembro, pois é voltado parta se comemorar e relembra da luta por direitos da população com deficiência auditiva. De acordo com o otorrinolaringologista Vagner Rodrigues, falar sobre a deficiência auditiva é importantes hoje na sociedade justamente para reduzir preconceitos.

“Falar sobre a deficiência em si é uma maneira de conscientizar a população e amenizar o preconceito que ainda existe com os deficientes. Essa inclusão ajuda com que a relação pessoal e no mercado de trabalho seja mais efetiva, além de diminuir o constrangimento com o uso de aparelhos ou da comunicação”, comenta.

Como comenta Rodrigues, a genética e as doenças infecciosas são os principais causadores de perda auditiva em bebês e crianças. O problema geralmente demora a ser notado pelos pais, pois se trata de uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas físicos, podendo passar despercebida nos primeiros anos de vida. “A falta da fala até os dois anos pode ser um dos sinais de perda auditiva e muitas vezes costuma ser visto pelos pais como algo comum do desenvolvimento e não como comprometimento da audição. Desde 2010 o teste da orelhinha é obrigatório no Brasil, no intuito de intensificar o diagnóstico precoce e possibilitar melhoras no caso do paciente”, diz.

Além da surdez de nascença ou por questões genéticas, os especialistas têm alertado para a perda de audição por conta de barulhos excessivos. De acordo com Rodrigues, os maus hábitos são os principais fatores que tem levado ao aumentado da perda da audição parcial ou total da população. “Os maus hábitos do dia a dia e a exposição constante a ruídos como, por exemplo, o uso do fone de ouvido, pode contribuir para essa perda progressiva. Em alguns casos ela pode também estar relacionada à exposição de produtos químicos, acidentes e doenças. O ouvido é um órgão extremamente sensível e os ruídos acima de 80 decibéis podem causar, entre outros problemas, uma perda da audição progressiva, bilateral (nos dois ouvidos) e irreversível”, ressalta.

A OMS alerta que a metade dos casos de surdez pode ser evitada. Segundo Rodrigues, o diagnóstico precoce pode ajudar na preservação. “É preciso consultar um especialista, pois apenas ele saberá a gravidade do caso e qual a melhor forma de tratamento. Quanto mais cedo for dado o diagnóstico, maiores serão as chances de reverter o quadro. Nos pacientes em que não é possível a recuperação da audição pode-se recorrer a aparelhos auditivos ou implantes que devolverão boa parte da audição”, destaca. Conteúdo especial: Leandro BRITO

 

Da REPORTAGEM

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