RIO PRETO: Mais de 1.900 árvores foram cortadas, com autorização, em 2018

Foto: Claudio Lahos

No ano passado, mais de 1.900 árvores foram cortadas em Rio Preto, com autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo. A grande maioria corria o risco de cair.

Segundo o engenheiro agrônomo da Pasta e chefe do Viveiro Municipal, Otton Arruda, não existe uma listagem ou levantamento que indique quantas árvores estão condenadas na cidade.

“Trata-se de ações de rotina. À medida que existe a demanda, as árvores são imediatamente avaliadas e encaminhadas ao responsável para supressão”, informa.

De acordo com ele, quando constatada a presença de árvores com elevado potencial de risco em áreas públicas, o responsável pela manutenção do espaço solicita uma avaliação dos técnicos da Secretaria.

“É emitido um laudo indicando quais as medidas cabíveis, entre poda ou até mesmo a substituição da árvore”, ressalta.

Conforme o especialista, no caso das árvores presentes ao longo do calçamento, de fronte a imóveis particulares, o proprietário deverá solicitar a vistoria dos técnicos e com a autorização nas mãos poderá tomar as medidas recomendadas.

“Somente em 2018, foram abertos 1230 protocolos nas Unidades do Poupatempo e Ganhatempo solicitando vistorias técnicas em árvores. Destes, mais de 1.900 árvores foram autorizadas a serem substituídas”, destaca.

PODAS MAL FEITAS

Conforme o engenheiro agrônomo, ao longo do perímetro urbano são encontradas centenas de espécies de árvores, entre nativas e exóticas da flora regional, e portes variados.

“De maneira geral, grande parte das árvores condenadas, em algum momento, recebeu podas inadequadas”, enfatiza.

Para Otton, “podemos considerar o ser vivo árvore como uma estrutura complexa que, diante de forças do vento ou instabilidade do solo, com a copa e o tronco encharcados pelo excesso de chuva, ficará sujeita à queda”.

E complementa que “as interferências urbanas que afetam o crescimento, como o tamanho dos canteiros e das calçadas e as redes de abastecimento de energia, água, esgoto e gás. A ação do homem na execução de podas inadequadas pode desequilibrar a árvore e favorecer o apodrecimento do tronco e raízes, o que também é um fator significativo para a queda”.

PENALIDADES

As avaliações, segundo o especialista, são realizadas rotineiramente, tanto em áreas mantidas pelo poder público ou particular em todo o perímetro urbano. “A queda de árvores pode afetar o trânsito, os serviços de fornecimento de energia elétrica e causar danos às propriedades e, na pior situação, às pessoas”, comenta.

Otton observa que os responsáveis pela supressão de uma árvore sem autorização e pela poda drástica são passíveis de serem penalizados.

“No caso da árvore ter indicação de supressão ou poda, notificada pela Prefeitura e o seu responsável cumpra, o munícipe pode arcar com os danos que possa causar ao patrimônio público e privado e às vidas, caso a mesma venha cair ou derrubar galhos”, pondera.

A poda sem autorização é infração punida com multa de R$ 99,73. Já na poda drástica, o infrator terá que desembolsar R$ 166,21. E no caso de erradicação, o valor sobe para R$ 332,42.

Por Daniele Jammal

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