Mães realizam sonho de 250 crianças pacientes do HCM

Com o objetivo de alegrar crianças pacientes do setor de oncologia do HCM, quatro mães, que têm filhos em tratamento, resolveram arrecadar brinquedos para doá-los

A pequena Ana Julia Espínola da Silva, de apenas quatro anos, não escondia a alegria no sorriso ao ganhar do Papai Noel a boneca tão sonhada. Paciente do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto há um ano, após ter sido diagnosticada com linfoma, ela conseguiu esquecer pela primeira vez o tratamento doloroso para enfrentar o câncer.

“Eu ganhei o que eu queria. Estou muito feliz”, disse a pequena que logo correu para brincar com os amigos. Assim como ela, outras 250 crianças tiveram, durante quatro dias, uma manhã iluminada no hospital, após quatro mães terem a ideia de presentear todos com brinquedos arrecadados de amigos e parentes.

Somente no hospital, foram 150 crianças presenteadas, mas segundo uma das organizadoras Viviane Aparecida Mazzo, 28 anos, os irmãos dos pacientes também ganharam presente.“Nós queríamos presentear todos, porque sabemos que alguns não terão essa oportunidade. Além disso, dar um dia diferente do que eles já passam no hospital, porque o tratamento não é fácil. Não tem coisa melhor do que ver esses sorrisos”, afirma a mãe, que tem uma filha que também é paciente do HCM.

A mãe da pequena Ana Júlia, Marina Isaura, 28, conta que a filha praticamente não dormiu esperando chegar o momento de ganhar o brinquedo. “É muito gratificante isso. Não tenho palavras para descrever ao ver o sorriso da minha filha. Só tenho a agradecer.”

Quem também agradeceu muito ao carinho das voluntárias, foi Ana Paula da Silveira, 34, mãe do pequeno Lucas Nunes da Silveira, de apenas 11 anos. Apesar de não ser do setor de oncologia, ele também ganhou um caminhãozinho. “Se todas as pessoas fossem assim, o mundo seria muito melhor.”

Para ganhar os brinquedos, as crianças escreveram cartinhas para o “Papai Noel”, algumas foram atendidas com os pedidos, mas outras vão ter que esperar mais um pouco, porque a imaginação foi grande. “Teve uma que pediu até piscina. Tudo foi explicado, mas boa parte recebeu o que queria”, explicou a psicóloga do HCM, Jéssica Aires Oliveira, organizadora de todos os eventos no hospital.

Melhora no tratamento
Segundo a psicóloga Jéssica, esse trabalho de levar alegria para as crianças ajuda no tratamento. “É importante porque muitos não podem frequentar os ambientes onde acontece esse tipo de divertimento. Então, é necessário trazer para o hospital, mostrar que nem sempre é um lugar ruim. Além disso, com a descontração, eles ficam mais felizes e a felicidade eleva e ajuda o tratamento.”

Fonte: Franklin Catan – Redação jornal DHoje Interior 

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