Mães podem doar o leite materno e receberem 50% quando voltarem ao trabalho

Pequeno Lorenzo Mendoza, de 27 dias, nasceu com 50 cm e pesando 3,100 kg. Sua mãe, Carolina Mendoza, aprova a doação de leite materno e diz que é importante para ajudar outros recém-nascidos

“Quanto mais ela doar, mais leite ela vai produzir.” A frase da enfermeira responsável pelo Banco de Leite de Rio Preto, Priscila Celina Bonomo Theodoro, ajuda a desmistificar a maior dúvida das mães na hora de fazer a doação do leite materno. ‘E se eu doar, não vai faltar para o meu filho?’.

A pergunta, comum para quem procura o Banco de Leite em Rio Preto pela primeira vez, é respondida pela enfermeira responsável. “Talvez o maior receio das mães seja esse. Mas, o que elas precisam saber é que o leite será produzido em maior quantidade cada vez que ela amamentar, ou realizar a doação, porque o organismo entende que ela precisa de mais. Então, logo ela não sofrerá com a fata de leite, muito pelo contrário”, afirma Priscila.

Outra vantagem para quem é doadora e trabalha fora, é a devolução de 50% do leite que foi doado ao Banco de Leite, como explica a profissional.

“As mães que são doadoras e também trabalham fora e vão retornar a trabalhar antes dos bebês completarem seis meses de vida, a gente devolve para elas 50% do leite que ela doou pasteurizado, porque ao invés dele durar 15 dias no freezer, após o processo de pasteurização, o tratamento térmico, ele dura seis meses e ao invés dela usar fórmulas infantis, ou leite artificial, ela usa o próprio leite e mantem o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, que é o que preconiza o Ministério da Saúde”, diz.

ESTOQUE
Com a chegada das férias e festas de final de ano, o estoque do Banco de Leite acaba caindo e preocupa quem precisa do alimento, como é o caso dos quatro hospitais rio-pretenses (Hospital da Criança, Santa Casa, Beneficência Portuguesa e Austa) que são abastecidos com o leite materno.

Priscila afirma que o ideal seria ter 200 litros no estoque. “Nosso estoque tem um giro semanal. Um estoque ideal seria em torno de 200 litros mês, para atender em torno de 150 bebês. Nesse mês estamos bem abaixo desse ideal”, afirma a enfermeira, que ainda diz que o número de doadoras é 100, em Rio Preto, mas a meta seria ter entre 130 a 150 para o estoque ficar sempre em dia.

“Conseguimos bater essa meta em situações específicas, como o mês do aleitamento materno, que é o agosto dourado. É quando é bem enfatizada a questão do aleitamento e conseguimos esse número”, completa.

Para ser doadora, a mãe deve fazer o cadastro por telefone, no Banco de Leite, ou através da unidade móvel, que percorre os hospitais e as unidades de saúde. “Depois desse cadastro nós fornecemos o frasco para ela, para a coleta, as orientações e o próprio Banco de Leite vai uma vez por semana na residência dela buscar esse leite que ela ordenhou e manteve congelado na residência”, finaliza Priscila.

Para doar, a mãe precisa estar amamentando e estar com os exames de HIV, sífilis, hepatite B e C, todos em dia. Os exames também podem ser coletados no Banco de Leite.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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