Mãe há apenas três dias é morta pelo pai da criança

Divulgação: Facebook

Uma mulher de 36 anos foi morta pelo companheiro, na tarde de terça-feira (03), na Estância São Thomaz, em Rio Preto. O corpo estava com várias abraçadeiras, popularmente chamadas de “enforca-gato”, no pescoço.

De acordo com o boletim de ocorrência, o marceneiro de 20 anos, companheiro da mulher, foi até o Plantão Policial para registrar o desaparecimento de Maria Fabrícia da Silva. A policial civil que o atendeu, desconfiou do nervosismo e acionou a Polícia Militar para ir até a casa da mulher.

Perto do imóvel, o corpo da vítima foi localizado, no entanto, não pôde ser identificado, já que estava sem documentos. Em contato com a irmã do suspeito e a partir da descrição das roupas e das características físicas, a mulher confirmou a identidade de Fabrícia para os policiais.

“Ao encontrar o pai da criança, ele começou a falar da mulher no passado, antes dos investigadores contarem que ela estava morta. Também disse que ela tinha 36 anos e que ia sumir com a criança. Esse fato levou os policiais a encaminhar ele para o Plantão Policial para prestar esclarecimentos. No caminho, ele disse que contaria o que aconteceu, longe da irmã”, relatou o delegado responsável pelo caso, Doutor Alceu Lima Júnior.

Em depoimento, o suspeito disse que Fabrícia morava em uma casa vizinha a da família. O imóvel foi alugado pela mãe do marceneiro para que a vítima pudesse ficar por perto com a criança e mais um filho.

Ainda de acordo com o delegado, o suspeito disse que houve uma discussão entre o casal e que eles teriam saído para dar uma volta e deixaram a criança com a irmã dele. No caminho de volta, próximo à Avenida Mirassolândia, o homem deu um golpe, conhecido como gravata, que enforcou a mulher.

“Depois que ela já estava desacordada, ele pegou os enforca-gato e passou no pescoço dela. Foi o que a matou”, explicou Dr. Alceu.

O caso foi registrado como latrocínio, que é roubo seguido de morte. A justificativa do delegado é que o suspeito se apoderou de R$ 200, que a vítima tinha sacado do banco durante a tarde, e do aparelho celular. “Ele estava apenas com o celular e já tinha resetado. Disse que pegou o dinheiro para pagar contas e que depois ia decidir o que fazer com o aparelho”, relatou.

Dr. Alceu contou ainda que a investigação dirá se o crime foi ou não premeditado. “Nós acreditamos que tenha sido premeditado. O suspeito comprou as abraçadeiras durante a manhã e, a princípio, não disse onde as usaria. Depois disse que seria para arrumar um portão. Também tem as conversas gravadas no celular dele. Já foi identificada uma briga entre o casal e uma conversa com outra mulher, na qual tem uma discussão por causa da mãe da criança”, contou o delegado.

O corpo da mulher foi encontrado no início da noite de terça-feira (03) e, de acordo com o delegado, o homem confessou o crime durante a madrugada de quarta-feira (04).
Maria Fabrícia trabalhava como cuidadora de idosos em um asilo da cidade e não tem familiares no Estado de São Paulo, apenas o casal de filhos.

A criança, de apenas cinco dias, está temporariamente com a família do suspeito. O filho mais velho da mulher, que não teve a idade divulgada, é maior de idade.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a carceragem da DIG, Delegacia de Investigações Gerais. Ele passou por audiência de custódia, teve a prisão decretada e foi levado para o CDP, Centro de Detenção Provisória, onde vai aguardar julgamento.
Se condenado pelo crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte, o homem pode pegar até 30 anos de prisão.

 

Por Bia MENEGILDO

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