Neste dia 10 de maio é celebrado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus. Trata-se de uma doença autoimune, complexa e de difícil diagnóstico, que atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil. A cor mundial da doença é representada pelo roxo, sendo que pontos turísticos no país, como Cristo Redentor (RJ), receberão a iluminação nesta cor durante a data.

Por ser uma doença autoimune, o Lúpus afeta o sistema imunológico do paciente, atacando o próprio organismo. Isso pode gerar danos irreversíveis aos tecidos e órgãos, podendo levar à morte prematura. A incidência de morte em pacientes que têm a doença com menos de 40 anos é 10 vezes maior do que a população em geral.

O Lúpus pode ser desencadeado por fatores hormonais e ambientais, tais como: luz solar, infecções e alguns medicamentos, no entanto a doença também está relacionada à predisposição genética. A patologia pode ser classificada de três formas: Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos; o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após a administração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – há melhora com a retirada do medicamento que desencadeou o quadro.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é a forma mais séria da doença e também a mais comum, afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Esse tipo afeta principalmente as mulheres, sendo 9 em 10 pacientes, com risco mais elevado de início de LES durante a idade fértil.

Os sintomas desencadeados pela doença, como dores nas articulações, podem impedir atividades simples, como a prática de atividades físicas, e também a rotina de trabalho, com isso, mais de 50% dos pacientes param de trabalhar em até 15 anos após o diagnóstico de Lúpus.

Diagnosticada com Lúpus Eritematoso Sistêmico há cerca de 14 anos, a vendedora Eliana Mara de Aguiar Cardozo, teve como primeiros sintomas da doença as fortes dores pelo corpo. “Eu comecei a sentir muitas dores pelo corpo, que depois eu não consegui mais parar em pé, não fechava mais mão e não conseguia mais pegar um copo, até para tomar banho eu precisa de ajuda”, comentou.

A doença é diagnosticada clinicamente de acordo com sinais e sintomas, além de alterações em exames. O tratamento deve ser individualizado para cada paciente, dependendo dos sintomas. Não há cura para a doença, mas é possível controlar e conviver com ela com o acompanhamento médico regular.

 

Por Priscila CARVALHO

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