Lucy Montoro utiliza videogames na reabilitação de pacientes com paralisias, AVC e lesões

Videogames que ajudam a trabalhar memória, raciocínio, atenção, equilíbrio e a recuperar movimentos perdidos ou prejudicados. Esse é mais recente aliado da Unidade do Instituto Lucy Montoro, de Rio Preto, para o tratamento de pacientes que sofreram acidente vascular encefálico (AVC), paralisias ou lesões musculoesqueléticas. A Unidade integra o complexo Funfarme (Fundação Faculdade Regional de Medicina)/Hospital de Base de Rio Preto.

Com a ajuda da realidade virtual, criada pelos consoles, os pacientes se exercitam e se divertem ao mesmo tempo. Os benefícios são excelentes, de acordo com a terapeuta ocupacional do Lucy Montoro Alice Gomes. “Com os jogos, conseguimos aumentar a série de repetições dos movimentos e a intensidade do exercício, aplicando atividades parecidas com as que os pacientes realizam no dia a dia. Mais tarde, esse aprendizado motor é transferido para sua rotina”, explica a terapeuta.

Irineu Altamiro, de 54 anos, é um dos reabilitandos e participa da terapia com o videogame Xbox (Kinect) no Instituto desde que perdeu as duas mãos ao sofrer uma descarga elétrica. Morador de Tanabi, o eletricista conta que as sessões com o videogame contribuíram bastante para sua recuperação. “Sempre gostei de praticar esportes e alguns dos jogos simulam essas atividades. Percebi uma melhora muito grande, acompanhando minha pontuação do jogo”, afirma, satisfeito e orgulhoso.

Outro beneficiado pela terapia foi Vinícius, de 11 anos, que teve um AVC em março de 2016 e iniciou o tratamento em julho do mesmo ano. Segundo sua mãe, Maria Luiza Polônio, “Vinícius evoluiu bastante com as atividades propostas pelos jogos e hoje parece até outra pessoa”. Além do uso de videogames, o tratamento do menino no Instituto Lucy Montoro envolve exercícios em um robô, eletroestimulação, alongamento e treinamento para executar tarefas rotineiras.

 

Da Redação

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS