LOA prevê aumento para Educação e Saúde em 2018

CAutela - Israel Cestari disse que todos terão que trabalhar dentro do orçamento

Apresentada na tarde de ontem, no auditório da Câmara Municipal, a Lei Orçamentária Anual de 2018 mostrou que Rio Preto terá R$ 1.868.140.000,00 de receitas, o que representa um aumento de R$ 7.625.000,00 a mais que este ano.

Apesar do ligeiro aumento de receitas, das 20 pastas que receberão o repasse, 12 terão orçamentos maiores que 2017, como a Educação, com R$ 357,36 mi, R$ 25 milhões a mais que este ano, e a Saúde, com R$ 327,24 mi, quase R$ 35 milhões a mais.

Por outro lado, as pastas de Administração, Obras, Meio Ambiente e Urbanismo, Esporte e Lazer e Agricultura e Abastecimento sofreram quedas em seus orçamentos.

Administração passou de R$ 229,1 para R$ 221,94; Obras caiu de R$ 221,5 para R$ 210,34; Meio Ambiente e Urbanismo de R$ 85,4 para R$ 74,6; Esporte e Lazer de R$ 19,6 para R$ 16,7; e Agricultura e Abastecimento de R$ 4,3 para R$ 2,7.

Segundo o secretário de Planejamento, Israel Cestari, a ideia é que todas as pastas não sofram com a falta de verbas no final do ano que vem, como é o caso da Saúde, que, de acordo com a prestação de contas mostrada na última segunda-feira, preocupa o secretário Aldenis Borim para o último trimestre do ano.

“A ideia é não ter essa preocupação, porque nós vamos, no orçamento do ano que vem, a Secretaria do Planejamento e da Fazenda, estar juntos com a Saúde controlando esse orçamento disponibilizado para eles. Nós precisamos gastar de acordo com aquilo que temos. Não podemos extrapolar. Então, terão que ser tomadas medidas desde janeiro que possam fazer com que a execução do programa deles esteja dentro do consignado em orçamento. Não dá mais para pensar que a Saúde, a Educação, o Esporte, a Cultura, vão trabalhar fora do que está planejado. Todas as secretarias, não é Saúde, todas as secretarias vão ter desde janeiro que trabalhar mês a mês dentro do consignado”, afirmou o secretário, que ainda disse que prevê cortes em alguns setores das pastas e na comparação com este ano se mostrou cauteloso quanto a 2018.

“Enxugue a máquina. Todo mundo. Porque acredito que vamos ter que trabalhar muito mais para fazer a mesma coisa. Acredito que, senão tiver uma melhora na situação econômica do país, vamos ter que apertar muito para a Prefeitura não chegar com crise no final do ano. Então, eu me preparo para o um ano ainda difícil em 2018”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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