Levantamento da Fundação Seade avalia a saúde nos municípios paulistas

A Fundação Seade atualizou nesta terça-feira (08) os dados do Painel Saúde, que são indicadores de monitoramento e avaliação do quesito saúde nos municípios paulistas. Trata-se de um sistema estruturado de informações que permite acompanhar um conjunto de indicadores estratégicos sobre a situação de saúde nos municípios do Estado de São Paulo, comparando-os com médias estadual, regional e com o resultado anterior. Essa atualização abrange o ano de 2016 e foi elaborada com base nos dados dos Cartórios de Registro Civil.

O relatório está organizado em quatro temas – Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Controle de Doenças e Agravos Prioritários e Qualidade dos Serviços de Saúde, sendo que os resultados são mostrados em tabelas, gráficos e mapas no site do Seade. No período observado, o Estado de São Paulo registrou 10,9 óbitos infantis por mil nascidos vivos. Os óbitos infantis são divididos em três grupos etários (neonatal precoce, neonatal tardio e pós-neonatal).

Os Departamentos Regionais de Saúde (DRS) de Rio Preto e Campinas registraram os menores índices de mortalidade neonatal precoce (4,0 e 4,4 óbitos por nascidos vivos, respectivamente), sendo também os que têm menores taxas de mortalidade infantil. “A taxa de mortalidade infantil em Rio Preto está em 8.4 óbitos por mil nascidos vivos, menor que o índice estadual que está em 10,9”, afirmou Andreia Zoccal, coordenadora da Saúde da Criança em Rio Preto.

Segundo a coordenadora, os índices positivos do município se devem ao sistema de saúde integrado que proporciona um melhor atendimento a população. “Tentamos fazer a prevenção da prematuridade com pré-natal adequado, além de termos hospitais bem equipados e pediatras qualificados, além de capacitações frequentes dos profissionais”, afirmou.

Com relação à proporção de óbitos precoces (menores de 60 anos de idade) por AVC, Rio Preto novamente figurou com índices menores que o estadual. O município registrou 9,12% de mortes, enquanto que o Estado atingiu 11,06%. Em 2016, os óbitos por AIDS no Estado registraram 2.508 mortes, sendo que pela DRS de Rio Preto foram 90 óbitos.

 

Por Priscila CARVALHO

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