Justiça nega exame de sanidade mental no caso de missionária morta a golpes de marreta

DIVULGAÇÃO/DIG/ARQUIVO: Réu foi encontrado nos arredores do bairro Gonzaga de Campos, em Rio Preto.

O pedido de realização de exame de sanidade mental pela defesa a favor do idoso Francisco Lopes Ferreira, 61 anos, preso acusado de amarrar a uma cama, estuprar e matar a golpes de marreta missionária Simone Moura Facini Lopes, de 31 anos.

A magistrada Maria Letícia Pozzi Buassi da 4º Vara Criminal indeferiu o recurso do advogado criminalista que faz a defesa, João Dias. “Como bem destacado pelo Ministério Público, o depoimento do acusado na audiência é rico em detalhes revelando entender ele o caráter ilícito de suas condutas”, escreveu a juíza Maria Letícia na decisão assinada no dia 12 de junho deste ano.

A vítima foi encontrada na chácara onde o suspeito morava no Jardim Planalto, zona Norte da ciadade dia 12 de março de 2017, dois dias antes do homicídio qualificado Francisco anotou dedicatórias de amor no verso de uma foto da mulher na casa dele e foi apreendida pela divisão que apura crimes de autoria desconhecida da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “A Simone é muito boa, eu amo muito a Simone”.

Além de negar o recurso da defesa em outras fases do processo, que agora será oferecido ao Tribunal de Júri popular a magistrada considerou suficientes a personalidade do agressor, além de outras provas do inquérito policial. O julgamento ainda não tem data marcada “Já recorri do caso e o Tribunal manteve a decisão”, disse o defensor João a reportagem do DHOJE.

Casada e mãe de um adolescente de 12 anos ligada à Igreja Adventista Sétimo Dia a mulher oferecia aulas de alfabetização e o trabalho social com uso de textos da bíblia voluntariamente para outros adultos e um deles era Ferreira.

DA REPORTAGEM:

Colaborou: Guilherme Ramos, às 15h16.

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