Justiça mantém preso casal suspeito de fraudar INSS

A Vara Federal de Rio Preto decidiu, ontem, que o casal suspeito de fraudar o benefício do auxílio doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua preso. O cunhado, que também foi ouvido pela polícia, foi solto ontem. Segundo o delegado da Polícia Federal (PF), responsável pela investigação, Pedro Rui Júnior, outras pessoas ligadas aos estelionatários devem ser ouvidas nos próximos dias. A investigação é um trabalho em conjunto com a Inteligência da Previdência Social.

Os suspeitos, dois homens e uma mulher foram ouvidos pelos policiais federais, mas de acordo com o delegado, o grupo preferiu o silêncio sobre as acusações. “Os três permaneceram calados durante o interrogatório. Mas a investigação continua e outras pessoas serão ouvidas sobre o caso”, afirmou Pedro Rui.

Já sobre o médico que autorizou os laudos médicos aos estelionatários, o delegado afirmou que ele também deve prestar depoimento. “Vamos ouví-lo. O médico também pode ter sido enganado, pode ter sido induzido ao erro pelo comportamento dos meliantes”, completou o delegado.

Prisões
O motorista de 46 anos, o cunhado, de 50 anos e a esposa do suspeito, de 42 anos foram presos, na última terça-feira, pela Polícia Federal quando tentavam fraudar o INSS durante perícia marcada para renovação do benefício do auxílio doença que o suspeito recebia desde 2012 e foi cancelado em fevereiro deste ano.

Ele chegou ao INSS com um laudo falso, em uma cadeira de rodas, trêmulo e com “sinais” de doenças mentais, acompanhado pela mulher e pelo cunhado. Apesar da tentativa, a farsa foi desmascarada com provas de vídeos que os policiais tinham em mãos durante investigações que flagraram o suspeito trabalhando em um caminhão e carregando caixas em “pleno vigor físico”.

Fraude
Segundo a PF, o suspeito recebeu cerca de R$ 60 mil do auxílio de forma fraudulenta, entre outubro de 2012 e fevereiro de 2017. Há suspeitas ainda de que a mulher dele, também beneficiária do auxílio, tenha recebido outros R$ 60 mil por meio da fraude. O grupo foi enquadrado pelo crime de estelionato majorado, fraude contra a Previdência, e por formação de quadrilha. Se condenados podem pegar de cinco a 13 anos de prisão.

Com a decisão da Justiça Federal de ontem, o motorista continuará preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto e a mulher encaminhada à Cadeia Feminina de Nhandeara. O cunhado foi solto após pagar fiança.

 

Por Francela Pinheiro

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